Porque na aridez das emoções, uma lágrima pode trazer a vida. E porque gosto do ré maior. Gosto e não se fala mais nisso.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Uma opinião (vale o que vale)
Não gosto especialmente do José Rodrigues dos Santos. Mas ultimamente há uma necessidade absurda por parte das pessoas de se sentirem indignadas com alguma coisa. É como se, um dia sem indignação fosse um dia perdido. Parece-me muito claro que, um jornalista com a bagagem que ele tem, só faria uma piada destas se sentisse prazer em ver a vida transformada num inferno durante alguns dias (até à próxima indignação).
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Sonhos mas a sério.
O meu sonho é ter um sonho a sério. Daqueles sonhos grandes que não te dão sossego enquanto não se tornam reais...sabes? Eu não. Eu não sei. Eu tenho sonhos pequenos e fracos. Demasiado fracos para me fazerem levantar todas as manhãs e ir à luta. Vou sonhando aos poucos. Devagarinho. E se algum sonho começa a tornar-se demasiado grande, trato logo de o fechar à chave dentro de uma das mil gavetas do meu coração. Sei lá...acho que tenho medo. Acho que a luta diária pela simples sobrevivência já é tão desigual, que arriscar lutar ainda mais, me iria deixar de rastos. Mas isso, é porque não tenho um sonho que valha realmente a pena. Se tivesse, de certeza que não me importava...de certeza que não. Olho para gente que corre atrás, levanta-se demasiado cedo, deita-se demasiado tarde, e acho essa gente obstinada...mas gosto de ver...e gostava de conseguir. Mas isso, era se tivesse um sonho realmente grande. Um dia já tive. Mas como tenho sempre demasiado medo, fechei-o numa das mil gavetas do meu coração. E os sonhos não gostam de estar fechados. Acabam por definhar e morrer. É o medo, traiçoeiro, sempre a estragar a vida. A dar cabo da vida. Quem me dera ter um sonho que o destruísse de vez...Isto é um sonho grande não é?
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Preferia que fosse um engano
No fundo, acho que todos os portugueses preferiam que isto não fosse verdade. Que os nossos governantes não fossem corruptos e que, ao governarem pensassem no bem do País. É demasiado mau saber que se escolhe democraticamente, gente sem escrúpulos que se aproveita de Portugal inteiro para seu próprio benefício. Por isso, eu gostava que tudo não passasse de um mal entendido. De um infeliz engano. E que daqui a uns dias se viesse confirmar que não houve nada de errado na conduta de quem esteve anos à frente do (meu) destino deste país.
Enfim...gostava muito. Mas se não for possível, então, que se faça justiça.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Não é uma questão de querer ou não querer...
...é mesmo uma questão de conseguir ou não conseguir. E eu não consigo conformar-me. Já tentei de tudo. Mas não consigo. Aliás...a hipótese de me conformar, bloqueia-me. Paralisa-me. Não consigo. Está nos genes...só pode estar lá. Tenho quase a certeza que um dia destes, vão conseguir evidências irrefutáveis, de que o inconformismo nasce connosco. E tenho de confessar que esta ideia, deixa-me mais tranquila. porque eu não posso ser responsável por aquilo que não controlo. E eu não controlo esta vontade de querer ser feliz sempre e de querer viver sempre com aquela sensação que eu tinha, há uns anos atrás, uma semana antes das férias grandes.
E que ninguém me venha com a teoria já gasta de que há muita gente pior que eu. Sou grata pelo que tenho mas isso não me dá o direito de baixar os braços e viver mais ou menos.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Sorte e Graça
Não acredito na sorte. Acredito na graça. Acredito no amor que nos é dado de graça. E tudo é graça quando se está aberto ao Amor. Se alguma vez acreditasse na sorte, seria na sorte de ser amada assim... E quando se trata de Amor, não há desgraça que vença tamanha sorte.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Nos últimos dias...
...uma coisa enorme cresce cá dentro. Como se quisesse rebentar com as costuras do coração.
Não sei como se chama mas é parecido com a vontade de fazer tudo diferente.
E agora?
Não sei como se chama mas é parecido com a vontade de fazer tudo diferente.
E agora?
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Cuidado
É perigoso sentir que "até nem é tão mau assim". E é perigoso acreditar, quando dizem que "há quem esteja pior". Há gente que me condena, quando afirmo que não estou feliz e que não é isto que quero para mim. Apontam o dedo e chamam-me ingrata. E eu, de tanto ouvir gente sábia e experiente dizer estas coisas, quase acreditei na minha ingratidão...Mas ainda bem que tenho o extraordinário defeito de querer saber o porquê das coisas. Por isso, pensei se, afinal, não teria o direito de querer mais? Se lá porque estamos em tempos difíceis, terei de me conformar com o que tenho hoje, só porque há quem esteja pior?
Pior? O pior, não é perder a casa . O pior, não é perder o emprego. O pior, é perder a fé. O pior, é deixar de sonhar. Para onde nos leva um caminho sem horizontes? E depois qualquer dia, quando percebermos que é tarde demais, onde é que vamos procurar o sentido de vida? Iremos, porventura, encontrá-lo na recordação dos dias sempre iguais, mornos, beje (que a cor da rotina) a cheirar a bafio?
Daqui a uns anos, eu que convivo diariamente com pessoas já muito velhas (não só por fora, mas também e sobretudo, por dentro) não quero maldizer a minha vida nem desejar, com força e determinação, que Deus me leve depressa, como tantas vezes vejo acontecer. Isso não! Maldizer a vida é como deitar ao lixo um presente que alguém nos ofereceu com carinho. Viver "assim assim" é como aceitar o presente sem rasgar o embrulho com medo de ver o que está dentro da caixa.
É perigoso fazer comparações de vidas. É muito perigoso dizer que até "estamos bem em comparação com..."
Sermos gratos pelo que temos, não tem de nos fazer pessoas acomodadas. Isso não é gratidão. É egoísmo. É medo. É preguiça. E nenhuma destas palavras rima com gratidão. Mas paixão sim. E determinação também. E receber o presente implica agradecer e rasgar o papel com o entusiasmo, a paixão e a determinação de quem quer descobrir depressa o que está dentro da caixa. Como o Rodrigo e a Ester quando recebem presentes e os olhitos lhes brilham de alegria. E riem de nervoso miudinho.
Não é afinal, por causa da surpresa que a vida é, que eu acredito num Deus que é amor? Não é afinal, por isto que eu acredito que é possível transformar o mundo?
Cuidado com o que dizem os sábios porque de nada serve "ganhar o mundo todo se perdermos a própria vida".
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Cansaço
O amor é um risco permanente. Não dá para amar sem que isso interfira violentamente com a nossa vida calma . Com o nosso descansinho acolchoado. Com os nossos dados adquiridos. Amar é violento. Dói. Massacra. Amar põe-nos a pensar e arranca-nos o sossego. Amar magoa como quem anda descalço num caminho de pedrinhas. O amor não é coisa para meninos. É coisa para durar uma vida inteira de apertos no peito e lágrimas contidas. Atrás dos muros do egoísmo, ama-se excessivamente pouco. E as vidas parecem bonitas e tranquilas como um pôr do sol. Mas o amor não é como um pôr do sol. O amor é como um tornado que arranca as árvores pela raiz e deixa as cidades em estado de sítio.
O amor é uma invenção que tem tanto de genial como de terrível. E cansa. O amor é difícil. Não venham com histórias. Não venham com eufemismos. Por favor...O amor é terrível! E se for de outra maneira, é porque não é amor. É talvez uma alegria boa atrás dos nossos muros (...)
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ando em treino mental
Fecho os olhos e imagino que tenho acoplados dois botões. Um preto que diz: "trabalho" e um cor de rosa às pintinhas verdes fluorescentes que diz "apagar trabalho da mente e sorrir que agora só cá voltas amanhã". Às 9:30h ligo o preto. Às 17:30h ligo o cor de rosa.
Se está a resultar? Não. claro que não. Mas bem podia...
terça-feira, 10 de julho de 2012
Devia ser assim.
Hoje vou sair do trabalho às 17:30h. Vou chegar a casa e sentar-me no meu sofá preto a ouvir o James. Ligo para a minha mãe e conto-lhe o que aconteceu durante o dia. Falo com o Rodrigo que me vai descrever em pormenor o golo que marcou nos treinos e como já sabe escrever o nome da Irmã. Depois, vou tomar um banho rápido e pôr o meu creme corporal que cheira a framboesa. Visto o meu vestido cor de rosa e vou preparar um jantar delicioso que eu adoro cozinhar e modéstia à parte cozinho mesmo bem. Janto e vou ver o sorteio do Euromilhões. Ganho o primeiro prémio.
Depois, visto o meu casaco de malha cor de chumbo que as noites estão frescas e vou sair com o meu namorado e com os meus amigos para uma esplanada qualquer e beber um fino bem fresquinho ou comer um Rol. Por volta das onze e meia regresso a casa porque amanhã é dia de trabalho. Antes de adormecer vou pensar no dia que passou e sentir-me grata pelo meu trabalho, pelo meu sofá, pela música, pelo meu creme que cheira a framboesa, pelo jantar delicioso, pelas noites de verão, pelas pessoas que amo.
E vou saber fazer a separação perfeita das coisas essenciais das coisas acessórias.
E essa clarividência, permite-me adormecer feliz.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Adianta?
Começo a ficar um bocado incomodada com esta coisa de agora toda a gente se lembrar de massacrar o homem. Não é que eu morra de amores por este governo (nem por este nem pelos outros todos que não souberam governar) mas acho que isto está a passar um bocado dos limites e o homem até já emagreceu e tudo. Eu tive de estudar 5 anos para ter uma licenciatura e também me custa ver este tipo de coisas acontecerem. Mas acho que já chega... Coitado. Ele que fique lá com a licenciatura de 1 ano que isso para mim é igual ao litro. Se por ter feito o curso nos aninhos todos nós tivéssemos a garantia que ele iria saber exercer funções com mais sabedoria e empenho ou que teria uma ideia genial que tirasse o país deste buraco, ainda valia a pena dar-lhe uns socos...agora assim...lá adianta passar semanas a bater no ceguinho...Pelo que sei há lá alguns que devem ter feito licenciaturas em mais anos e não é por isso que governam melhor. Ai porque isto é uma grande injustiça e é uma vergonha e é por isso que o país está assim. Oh...não é nada por isso que o país está assim caraças. O país está assim precisamente porque o povo se prende a coisinhas destas para justificar outras coisas maiores que são da responsabilidade de todos nós. Que o exemplo vem de cima já todos sabemos...mas também já todos sabemos que existe corrupção vergonhosa e que nos andam a roubar descaradamente desde que decidimos chamar-nos Portugal. Sempre houve os governantes descarados e o povo que passa míngua. E agora? Vamos pegar em pedras e matar o homem que fez uma cadeira ao Domingo e o outro que tirou o curso num ano como se isso resolvesse alguma coisa?...Vá pronto...já chega...já perdeu a graça. Que tal começar a procurar trabalho mesmo que se ganhe pouco? É que a mim também não me apetece o ordenado que tenho e não é por isso que fico em casa a olhar para o facebook o dia inteiro e a publicar piadas no mural acerca dos nossos governantes. Sim...já sabemos que estamos todos lixados e que a crise está negra. E que há casos sérios de pessoas em grandes dificuldade. Mas tirando esses casos suponho que num país inteiro, há-de haver com certeza (até porque eu conheço, infelizmente, alguns casos) gente que não se esforça minimamente e que gasta o que não tem, só porque sim. Bom senso é o que este país precisa. Bom senso e sentido do ridículo.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Profecia
Amanhã, se ninguém se lembrar de medir forças com isto, seremos todos uma espécie de gente.
Uma espécie de gente que vê sem olhar e que ouve sem escutar. E que já não ama porque o amor está no código genético como a cor dos olhos mas é preciso treiná-lo, aprendê-lo e ensiná-lo se quisermos que se manifeste. Amanhã, alguém se preocupará em ensinar o amor? Vamos ensinando listas mecânicas de como saber mais de como fazer mais de como ganhar mais. E amanhã, alguém se lembrará de ensinar como amar mais?
A tristeza e a solidão são mais ou menos como a obesidade. E eu vejo crianças tristes e centradas em máquinas, jogos e televisão e por isso vejo adultos tristes centrados em si próprios.
Alimenta-se o Ego. "Faz-se bem" ao Ego. Ego de Egoísmo. Ego de Egocentrismo. Faz-se bem ao mal.
Estranha humanidade esta que vejo...
A tristeza e a solidão são mais ou menos como a obesidade. E eu vejo crianças tristes e centradas em máquinas, jogos e televisão e por isso vejo adultos tristes centrados em si próprios.
Alimenta-se o Ego. "Faz-se bem" ao Ego. Ego de Egoísmo. Ego de Egocentrismo. Faz-se bem ao mal.
Estranha humanidade esta que vejo...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Se calhar...(II)
...os nossos olhos são transparentes para que nos possamos ver nos olhos uns dos outros.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Uma maneira delicada de dizer para não seres invejoso (a)
Ajudares a concretizar os sonhos dos outros não te impedirá jamais de concretizares os teus.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Frases minhas X
Se as pessoas fossem aquilo que são, não haveria espaço para se ser o que toda a gente é.
terça-feira, 24 de abril de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Da paz
Conheço a palavra "Paz", sei lá...desde que me lembro de perceber o que as palavras significam. Paz para mim, era a ausência de guerra. Paz no mundo, paz na família, paz nas pessoas...não sei como explicar melhor isto...porque na verdade, eu sabia o que era a paz, sem a conhecer por dentro. Então, não sei explicar o que ela representava dentro de mim. É engraçado que, ao crescer, tenho-me apercebido que a paz é muito mais do que aquilo que eu achava que ela era. E hoje, ao pensar no assunto, percebo que conheço poucas pessoas que vivem em paz. Eu por exemplo, não vivo. E às vezes dou por mim a pensar que se vivesse em paz, era (mais) feliz. E então, estou a dar-me conta de que a paz anda mesmo de mãos dadas com a felicidade. Porque estar em paz significa estar de bem com a vida. Significa não ter esta ansiedade louca para que as coisas aconteçam ou o medo de que as coisas não aconteçam ou de que aconteçam sem que queiramos. Significa acordar de manhã e pensar "que bom!Mais um dia!" ou então percebermos que alguém não gosta de nós e mesmo assim dizermos "ok, tudo bem...tenho tantas pessoas que me amam!" sem mentira nem hipocrisia na voz ou no coração. Quando conseguimos isto, já não faz sentido a tralha que acumulamos ao longo dos dias e que, pensamos nós, nos tornará pessoas mais completas... O que passa a fazer sentido é a procura do verdadeiro sentido da vida...seja ela mais ou menos fácil. E então, talvez nos possamos inquietar nessa procura, mas a paz permanece inabalável. Porque inquietação pode ser sinónimo de procura de sentido mas não de ausência de paz.
E porque é que eu sei estas coisas? Porque algumas vezes consigo viver assim. Depois de um encontro forte com Deus, depois de um momento de oração, depois de estar à espera de uma má notícia e de, afinal, a má notícia não ter chegado...O problema é o depois que vem a seguir a esses depois. O problema são os dias. Monótonos, pesados, cheios de pessoas que são autênticos campos de batalha. O problema é conseguir que essa paz seja forte a ponto de não quebrar com os ruídos que falam mais alto do que a certeza silenciosa de sermos amados...Sim! É isso mesmo!... Fazer ecoar por aí a certeza de sermos amados! É que se essa certeza for verdade em todas as pessoas, que motivos haverá para que a paz não esteja por aqui?
E porque é que eu sei estas coisas? Porque algumas vezes consigo viver assim. Depois de um encontro forte com Deus, depois de um momento de oração, depois de estar à espera de uma má notícia e de, afinal, a má notícia não ter chegado...O problema é o depois que vem a seguir a esses depois. O problema são os dias. Monótonos, pesados, cheios de pessoas que são autênticos campos de batalha. O problema é conseguir que essa paz seja forte a ponto de não quebrar com os ruídos que falam mais alto do que a certeza silenciosa de sermos amados...Sim! É isso mesmo!... Fazer ecoar por aí a certeza de sermos amados! É que se essa certeza for verdade em todas as pessoas, que motivos haverá para que a paz não esteja por aqui?
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Caminhos.
Há o caminho das trevas, o caminho da luz e o caminho que tem alguns candeeiros fundidos.
Tenho andado a passear pelo último.
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