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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Já alguma vez tinha dito....


...que esta é a canção da minha vida?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Saudades de mim

Ando perdida. Acontece-me às vezes. A minha orientação espacial nunca foi grande coisa e se calhar é por isso. Dei por mim a pensar que tenho saudades de mim. Saudades daquilo que sou realmente e que não tenho conseguido ser por inúmeras razões. Crescer é estúpido. Acho que crescer devia aproximar-nos daquilo que somos, mas na verdade, tem o efeito contrário. Pelo menos em mim tem. 
Tenho saudades de sonhar sem pesadelos. Saudades de acreditar nas coisas e nas pessoas com simplicidade. Saudades de ter a certeza que a vida é maravilhosa sempre...até quando não é tão maravilhosa assim. Saudades de ter tempo para chorar comovida com uma música bonita. Saudades de me apetecer sair sem hora para chegar. Tenho saudades caramba...daquilo que eu sei que sou mas que já não consigo nem sei bem porquê.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Da tristeza

As pessoas andam tristes. Todas as pessoas. Mais ninguém reparou nisso? Sou eu que ando a ver o mundo distorcido?...Pessoas tristes, sempre houve. Mas não como agora. Agora, eu olho à minha volta e o que oiço são conversas de desânimo em relação "ao sistema"...ou então, já nem oiço conversa alguma. As pessoas ficam caladas no seu canto, quietas e encolhidas como se tivessem medo de viver e de falar e de sorrir e até de dizer uns disparates. Nas noites de Agosto, vêm-se esplanadas repletas de gente de cara triste e desiludida, jovens agarrados aos telemóveis, cada um no seu mundinho virtual, onde não há espaço para conversas reais e enriquecedoras. Ou então,mesas cheias de garrafas de cerveja vazias ou copos com bebidas de cores duvidosas com gente "alegre" à força.
Ou isto sempre foi assim e eu é que não vi, ou então, está a passar-se algo de estranho e triste. Algum sociólogo será capaz de me explicar este fenómeno? É que eu ainda me lembro de sair à noite e ouvir gargalhas sonoras, jovens à conversa, grupos de amigos que tinham sonhos e lutavam por causas comuns. Ainda me lembro das crianças jogarem às escondidas na rua e de acreditarem no Pai Natal e de gostarem de comer gelados sentadas num banco de jardim e de serem felizes por isso. E de se notar que eram felizes por isso. Hoje há tudo em excesso. Há consolas, telemóveis, PSPS ou o raio que a leve, há seiscentos e tal amigos no facebook e mais trezentos e tal no hi5...mas mesmo assim as pessoas andam tristes. Mesmo assim, a solidão de tanta gente, parece ser cada vez mais evidente e o mais assustador de tudo é cada um parecer viver "bem" com isso.
A causa desta tristeza generalizada deve ser comum. Deve haver uma raiz bem profunda que originou esta planta venenosa que está a contaminar o mundo. 
E eu até desconfio onde está essa raiz. Mas isso, é um tema de conversa que seria interessante ter numa esplanada de Agosto, não fossem o desânimo e a tristeza camuflados por um telemóvel. Ou por uma garrafa de cerveja.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Triste

É assim que me sinto hoje. Do pedestal da minha razão, olho para a minha vida e vejo-a como quase perfeita. Não me falta nada afinal...tenho tudo aquilo o que, para aqueles que olham a "embalagem" da vida, é necessário para se ser feliz. Mas eu não. Eu olho mais fundo. Eu abro a embalagem...curiosa. Há dias em que a coragem vem. Então desço do pedestal da minha razão e piso a terra encharcada com a chuva dos afectos. Mas sempre que o faço a tristeza chega porque entendo que essa coragem é fugaz. E que quase nunca sou corajosa. Percebo que se o fosse, não ficaria triste assim. E que amanhã acordaria decidida a seguir o meu coração sem ter de subir no maldito pedestal.
Estou triste. E pronto.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Hoje é dia 17 de Julho...

...e há precisamente um ano que fui para o Brasil. Percebo que foi o ano mais curto da minha vida. Fui assustada rumo ao outro lado do mundo cheia de sonhos e com a certeza (e a vontade) de mudar. Não acredito no destino mas acredito no inevitável. Os seis meses no Brasil fazem parte do inevitável da minha vida. Além da família e dos amigos que são o essencial desta experiência, ficou dentro de mim um pouco de Brasil. Apaixonei-me irreversivelmente por este país. Pela cultura, pela forma alegre de viver das pessoas, pelo clima, pelo samba, pela "bagunça" boa que há por lá. E nasceu cá dentro um novo sonho...o de regressar. Não sei exactamente quando nem porque razão o farei. Mas quero muito regressar. Há lugares que sentimos nossos no instante em que os pisamos. O Brasil é para mim um desses lugares.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Meninas... hoje fui atacada por uma saudade gigante de vocês... vamos voltar ao primeiro direito...por favor!
Adoro-vos

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Queima


Amanhã começa mais uma queima das fitas do Porto. Há um ano atrás começava a minha última queima das fitas. Foi um tempo feliz. Sabia que era uma felicidade provisória. Mas foi um tempo feliz. Era o último ano no Porto, o último ano na faculdade, o último ano de muitas coisas que deixaram marcas na minha vida. Lembro-me que vivi aquela semana com grande intensidade, e que todos os dias quando chegava a casa depois de uma noite de festa, sentia dentro de mim algo que se situava entre a alegria, o cansaço, a tristeza e o medo. Foi uma época de grandes decisões e de enormes indecisões. A partir dessa semana, tudo passou demasido depressa. Olho para trás (porque é importante olharmos para trás de vez em quando para entender como crescemos) e vejo que às vezes não é o tempo que nos molda, mas sim a forma como vivemos esse tempo. Só passou um ano lá fora, mas passaram muitos mais dentro de mim. Hoje sinto uma nostalgia que me turva o olhar mas também uma profunda gratidão por perceber que a vida não pára nem retrocede. Que quando algumas coisas boas da nossa vida acabam, há sempre o começo de muitas outras surpresas maravilhosas. E que quando algumas coisas más acabam, às vezes percebemos que afinal não foram tão más assim...
Não existe tristeza mais alegre do que a saudade...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Reencontrar(-se)

Há vários tipos de pessoas importantes.

Há aquelas que cruzam o nosso caminho de uma forma muito rápida. Sabemos que vão, tal como nós, para algum lugar e que por milagre (não acredito em coicidências) surgem em algum momento que precisamos. A chegada dessas pessoas é sempre essencial ainda que dure apenas alguns instantes.

Há as pessoas que cruzam o nosso caminho e acabam por segui-lo ao nosso lado. São os nossos companheiros de viagem. Tornam-se parte de nós e nós tornamo-nos parte delas.

Há as pessoas que permanecem ao nosso lado durante muitos anos mas que, por razões que nos transcendem acabam por seguir outro caminho muito distante do nosso. Deixam marcas em nós mas os nossos rumos são opostos e por isso nunca mais se cruzarão.

E há aquelas pessoas que durante muito tempo caminham connosco, seguem depois outro chão e quando julgamos que nos perdemos...elas reaparecem algumas encruzilhadas mais à frente. Essas pessoas são espelhos para nós. Percebemos que estamos diferentes, com mais cicatrizes, mais cansados do caminho, mas que afinal o tempo não tem o poder de alterar o material a partir do qual foi construída a nossa base. Reencontrar alguém especial é muito mais do que voltar a ter na nossa vida uma pessoa que julgávamos perdida...é sobretudo o reencontro com o que julgávamos perdido dentro de nós.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Um mês depois

Há exactamente um mês a esta hora estava numa das inúmeras pizzarias de São Paulo com o Rodrigo, o Mancini e a Bruna. Tinha acabado de me despedir da Cátia e da Alessandra que não voltaria a ver porque ambarcaria para Portugal no dia seguinte. E o meu coração estava apertado e pequenino. Lembro-me que os pensamentos voavam a um ritmo louco e que me sentia angustiada embora tentasse parecer razoavelmente feliz. Podem achar-me alucinada ou pouco lúcida. Não importa...a minha verdade é o que me interessa realmente. E a minha verdade diz-me que o tempo passado no Brasil foi o mais especial da minha vida. Não que a minha vida seja tão longa assim...nem tão importante... nem tão cheia de experiências marcantes. Mas é a MINHA vida...e isso é o essencial. E não foram as festas, nem as noites, nem a loucura de uma cidade gigante que tornou esse tempo tão meu. O que de facto me prendeu ao Brasil foram as pessoas e a alegria que lhes é natural. Uma alegria que não encontro aqui e que julgo não existir em mais lugar nenhum do mundo. Uma alegria que torna tudo mais leve (até o que à partida é pesado). Uma alegria que me ensinou a descobrir que podemos ser mais felizes se sorrirmos mais e se, em vez de procurar desgraças no meio dos milhares de bençãos (como é normal em qualquer português que se preze), virmos as dificuldades como um enorme presente que nos permite crescer.
Um mês depois, sei que estou diferente do que era há sete meses antes de embarcar. Um mês depois a saudade dói. Apesar disso sei que se há saudade é porque valeu a pena. Passou um mês no calendário mas passou um ano dentro de mim. Se pudesse? Embarcaria no próximo vôo. Como não posso, fico por aqui com a certeza que há um mês atrás terminava o sonho mas que esse sonho semeou em mim um mundo de possibilidades que nunca couberam nos meus planos. Um mês depois sei que o sonho foi real...e que por isso é sempre possível.