quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ridícula.

Eu. Adianta tanto pessimismo? Adianta? Se adiantasse ainda vá que não vá. Mas não. É que cada vez me afundo mais nas minha percepção de que está tudo uma desgraçada. E cada vez a desgraça fica maior.
Por isso mesmo, não entendo porque raios os meus últimos posts são esta miséria que se vê. Segundo o livro "O Segredo", eu devo ser a criatura mais eficaz no que toca à atracção da desgraça.

É que nunca mais aprendo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Saudades de mim

Ando perdida. Acontece-me às vezes. A minha orientação espacial nunca foi grande coisa e se calhar é por isso. Dei por mim a pensar que tenho saudades de mim. Saudades daquilo que sou realmente e que não tenho conseguido ser por inúmeras razões. Crescer é estúpido. Acho que crescer devia aproximar-nos daquilo que somos, mas na verdade, tem o efeito contrário. Pelo menos em mim tem. 
Tenho saudades de sonhar sem pesadelos. Saudades de acreditar nas coisas e nas pessoas com simplicidade. Saudades de ter a certeza que a vida é maravilhosa sempre...até quando não é tão maravilhosa assim. Saudades de ter tempo para chorar comovida com uma música bonita. Saudades de me apetecer sair sem hora para chegar. Tenho saudades caramba...daquilo que eu sei que sou mas que já não consigo nem sei bem porquê.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pois é

Já estamos em 2011. Dois mil e onze anos depois cá estamos nós. Depois do primeiro Natal, aqui nos encontramos neste mundinho estranho onde o pessoal anda todo meio baralhado em relação ao que faz por estes lados. Isso, claro, na melhor das hipóteses...porque há também quem nem pense no assunto. Anda aqui porque sim. Não se preocupa muito em perceber o motivo. Calhou. 

Nós, os do Ocidente, somos extremamente civilizados e avançados e senhores das nossas vidas.Por isso, é que dois mil e onze anos depois, o Ocidente acha-se capaz de tomar as rédeas sozinho. Chegamos por isso a este lugar maravilhoso onde tudo acontece porque o engenho humano faz tudo acontecer. 
E assim é. À beira do abismo, continuamos orgulhosa e estupidamente sós. 

Deus?...Deus, para quê?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

As últimas conclusões


Já gostei mais de neve do que gosto actualmente.

Dizer sempre o que se pensa não é uma virtude. É um defeito e dos graves (especialmente quando este comportamento está associado a uma total falta de sensibilidade).

Sou mais perfeccionista do que pensava.

Bolo de azeite e mel é o meu bolo preferido.

Não gosto de encarar o meu dia como se fosse o último da minha vida. Viver sob pressão é horrível. Prefiro encará-lo como se fosse o primeiro.

Ter sofá novo faz com que eu goste mais de ver TV.

Ando sem paciência.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não é que me tenha esquecido...

...é mesmo falta de tempo, de inspiração, de paciência e de motivação para escrever. Um blog precisa de alguém que se dedique a ele, e eu neste momento, sinceramente, sou tudo menos uma pessoa dedicada ao que quer que seja. 
A pessoa que inventou as férias, sabia o que fazia e percebeu que elas eram mesmo necessárias. E férias, é coisa que eu não tenho já lá vai meio ano.
Se eu não fosse uma pessoa educada, escrevia aqui uma série de palavrões que é o que me apetece. Como não o farei, resta-me ir dormir e esperar que amanhã o ânimo melhore que isto hoje, tal como diz uma das velhotas lá do lar "não está p'ra risas".


Nota: Risas = risos

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Manual prático da Saúde Mental II

Não caias no erro de querer encontrar uma explicação que caiba na TUA lógica,  para tudo o que te acontece.

A lógica humana é demasiado imperfeita. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Manual prático da Saúde Mental I

Nunca digas com palavras o que não dizes com a vida.
Corres o risco de um dia, já não saberes bem, quem és exactamente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

EM CRISE

Não dá. Vou só ali recriar-me e volto já.

domingo, 17 de outubro de 2010

Continuando com o pessimismo

Estou farta de crise. Não entendo nadinha de política, muito menos de economia mas quando olho para este país percebo que não é preciso entender nada de política nem de economia para notar que algo de muito mau se está a passar por aqui.
Tenho 25 anos e não quero emigrar.
E não é fácil ter-se 25 anos e não querer fugir daqui.
Não adianta ser pessimista mas desconfio que também já não adianta ser optimista. Aliás...desconfio que já não adianta mais nada.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Algumas coisas que (eu acho que) não são verdade

Não é verdade que se é mais feliz quando se tem uma adolescência desregrada, sem limites de nada e com muita (demasiada) liberdade. Não é verdade que é preciso apanhar umas quantas bebedeiras de caixão à cova para se "viver a juventude" "ao máximo" (não é verdade pessoal, oiçam o que eu estou a dizer...). Não é verdade que "aproveitar" a vida significa "namorar" (ou "curtir" ou "andar" ou lá como se chama esta coisa esquisita de não ter ninguém "a sério") com um número impensável de "parceiros" (palavra horrível, esta). Não é verdade que com quinze, dezasseis ou até dezoito anos, as pessoas sabem dirigir as suas vidas perfeitamente a ponto de já não precisarem de orientação alguma de gente mais crescida (precisamos  precisamos...e só vemos isso, geralmente, tarde demais). Não é verdade que essa gente mais crescida tenha de "entender a juventude", porque há coisas "nossas" que nem nós próprios entendemos. Não é verdade que estamos "fatalmente" presos a comportamentos de uma sociedade que por "fatalidade", nos calhou (isso é desculpa de fracos e preguiçosos).
É verdade que conheço pessoas que há não sei quantas noites não pregam olho à conta de gente, que com a desculpa do começo da vida académica começam aos berros no meio da rua às tantas da madrugada.
Limites. É isso que falta.