domingo, 17 de outubro de 2010

Continuando com o pessimismo

Estou farta de crise. Não entendo nadinha de política, muito menos de economia mas quando olho para este país percebo que não é preciso entender nada de política nem de economia para notar que algo de muito mau se está a passar por aqui.
Tenho 25 anos e não quero emigrar.
E não é fácil ter-se 25 anos e não querer fugir daqui.
Não adianta ser pessimista mas desconfio que também já não adianta ser optimista. Aliás...desconfio que já não adianta mais nada.

7 comentários:

Joana disse...

Se não é fácil ter 25 anos e pensar assim imagina o que é ter 18 e estar a começar a investir num curso que não sabemos se nos vai servir para alguma coisa. É complicado. Aliás... tudo neste país é complicado.

Marlene disse...

Nem de propósito! Sabes, hoje passei o dia numa bendita loja "Via Verde"... horas e horas e mais horas à espera... É desumano! Não se faz. Pessoas mal educadas a descarregarem a sua fúria em cima de outras pessoas que apenas estão a trabalhar. Conversas sobre politiquices e afins... Alguns naquela do "se fosse eu é que fazia e acontecia"... enfim... Agora todos reclamam, mas na hora em que deveriamos fazer alguma coisa, não fazemos. Eu pergunto-me: Onde estavam estas pessoas todas que agora reclamam no dia 27 de Setembro de 2009?? Se tivessem ido votar, não teríamos tido quase 40% de abstenção! Enfim... neste momento sinto vergonha do meu país... muita vergonha! E, muito sinceramente, não acredito que estas novas medidas melhorem alguma coisa. :S

Fabi disse...

Joana...entendo que estejas assustada. Mas pensa que isto só pode melhorar...piorar só mesmo se houver uma guerra civil ou coisa do género =P

Fabi disse...

Marlene. Eu às vezes também me envergonho. No Brasil por exemplo, o voto é obrigatório. Eu achava que era uma medida que acabava com a democracia. Hoje acho que talvez fosse uma medida a adoptar neste país de conformados que, tal como dizes, só se lembra de barafustar depois da asneira ter sido feita. É triste.

B disse...

O voto não deveria nunca ser obrigatório. Tudo o que é obrigatório é rejeitado. Mas é vergonhoso não termos consciência cívica para exercer esse direito que foi reclamado à conta do sangue de alguns para agora ser desprezado por tantos. Nós não temos educação social ou cívica. Eu trabalho e recebo ordenado, mas se puder ir buscar uma pensãozita ao estado, melhor. Cada qual que se governe como puder, que isto tá bom é para os espertos...

Fabi disse...

B...o que não é obrigatório, pelos vistos, também é rejeitado

Anónimo disse...

Eu sou uma daquelas pessoas com grandes ambições (em adolescente queria ser exploradora/fazer expedições) que nasceu numa família humilde e pior, lutei por um sonho, uma carreira, mas gente incompetente prejudicou-me e destruíram-me irreversivelmente a carreira em construção ( e o problema é que este tipo de coisas é doloroso e difícil de provar). Neste momento estou a tirar um curso superior para ver se consigo resolver a minha vida,. mas a falta de esperança sufoca-me...parece que nunca mais consigo seguir com os meus sonhos e projectos e estou perto da precariedade numa altura em que a minha vida já deveria ter estabilizado profissionalmente...e para mim o melhor seria emigrar para um país tipo Suécia ou Noruega. Até porque já lá estive, (inverno inclusive, há uns anos)adoro o clima (sim eu gosto de frio e detesto o verão português, não gosto de praia, prefiro montanha, etc) adoro a cultura e a quietude da natureza deles. No entanto e contraditoriamente, acho que iria sentir-me muito mal porque esses países podem ter lá tudo o que eu precisava para ser feliz, nível de vida, natureza, ar livre, neve,...no entanto não tenho ligação de pertença, sinto que não é a minha terra, é como ir a casa de um amigo e nos dizem "Está à vontade" mas nós não vamos propriamente tirar os sapatos e deitar nos no sofá.. Creio que há uma distancia.. sim gostaria de ter nascido lá, de família de lá. Mas assim indo como imigrante sinto que sou a estranha, a estrangeira, na casa dos outros...e isso dá-me um desconforto enorme, acabaria por entrar numa depressão... Aqui em Portugal e por mais que eu não goste do clima (na verdade o que não gosto mesmo é do Verão) as outras estações passo-as bem. E o verão resolve-se com mais árvores e ar condicionado.. O meu estranho sentimento de pertença a Portugal, sinto o mais quando vou para o interior, no outono, inverno, primavera...as terras da beira, as aldeias, os lugares. E é esse pequeno portugal que me mantem aqui. O meu sonho era ter nesse Portugal, uma vida com o nível que eu mereço devido aos meus esforços ( eu e muitos outros) , qualidade de vida aqui, onde estão as minhas raízes, em ter de ir viver para as terras dos outros, para os países dos outros...nao me importo que outros venham para cá, ou que amigos meus queiram imigrar...eu é que não me sinto bem a emigrar...acho que nunca, nunca vou ser feliz...cumps, Tita