segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

As últimas conclusões


Já gostei mais de neve do que gosto actualmente.

Dizer sempre o que se pensa não é uma virtude. É um defeito e dos graves (especialmente quando este comportamento está associado a uma total falta de sensibilidade).

Sou mais perfeccionista do que pensava.

Bolo de azeite e mel é o meu bolo preferido.

Não gosto de encarar o meu dia como se fosse o último da minha vida. Viver sob pressão é horrível. Prefiro encará-lo como se fosse o primeiro.

Ter sofá novo faz com que eu goste mais de ver TV.

Ando sem paciência.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não é que me tenha esquecido...

...é mesmo falta de tempo, de inspiração, de paciência e de motivação para escrever. Um blog precisa de alguém que se dedique a ele, e eu neste momento, sinceramente, sou tudo menos uma pessoa dedicada ao que quer que seja. 
A pessoa que inventou as férias, sabia o que fazia e percebeu que elas eram mesmo necessárias. E férias, é coisa que eu não tenho já lá vai meio ano.
Se eu não fosse uma pessoa educada, escrevia aqui uma série de palavrões que é o que me apetece. Como não o farei, resta-me ir dormir e esperar que amanhã o ânimo melhore que isto hoje, tal como diz uma das velhotas lá do lar "não está p'ra risas".


Nota: Risas = risos

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Manual prático da Saúde Mental II

Não caias no erro de querer encontrar uma explicação que caiba na TUA lógica,  para tudo o que te acontece.

A lógica humana é demasiado imperfeita. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Manual prático da Saúde Mental I

Nunca digas com palavras o que não dizes com a vida.
Corres o risco de um dia, já não saberes bem, quem és exactamente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

EM CRISE

Não dá. Vou só ali recriar-me e volto já.

domingo, 17 de outubro de 2010

Continuando com o pessimismo

Estou farta de crise. Não entendo nadinha de política, muito menos de economia mas quando olho para este país percebo que não é preciso entender nada de política nem de economia para notar que algo de muito mau se está a passar por aqui.
Tenho 25 anos e não quero emigrar.
E não é fácil ter-se 25 anos e não querer fugir daqui.
Não adianta ser pessimista mas desconfio que também já não adianta ser optimista. Aliás...desconfio que já não adianta mais nada.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Algumas coisas que (eu acho que) não são verdade

Não é verdade que se é mais feliz quando se tem uma adolescência desregrada, sem limites de nada e com muita (demasiada) liberdade. Não é verdade que é preciso apanhar umas quantas bebedeiras de caixão à cova para se "viver a juventude" "ao máximo" (não é verdade pessoal, oiçam o que eu estou a dizer...). Não é verdade que "aproveitar" a vida significa "namorar" (ou "curtir" ou "andar" ou lá como se chama esta coisa esquisita de não ter ninguém "a sério") com um número impensável de "parceiros" (palavra horrível, esta). Não é verdade que com quinze, dezasseis ou até dezoito anos, as pessoas sabem dirigir as suas vidas perfeitamente a ponto de já não precisarem de orientação alguma de gente mais crescida (precisamos  precisamos...e só vemos isso, geralmente, tarde demais). Não é verdade que essa gente mais crescida tenha de "entender a juventude", porque há coisas "nossas" que nem nós próprios entendemos. Não é verdade que estamos "fatalmente" presos a comportamentos de uma sociedade que por "fatalidade", nos calhou (isso é desculpa de fracos e preguiçosos).
É verdade que conheço pessoas que há não sei quantas noites não pregam olho à conta de gente, que com a desculpa do começo da vida académica começam aos berros no meio da rua às tantas da madrugada.
Limites. É isso que falta. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Medo

Quando era adolescente, jurava que sozinha poderia mudar o mundo. Lembro-me que antes de dormir, ao pensar no meu dia, sentia uma tristeza enorme quando percebia que afinal, não tinha dado o meu melhor e que poderia ter feito muito mais. Mas que tristeza saudável era aquela!...Porque na manhã seguinte, acordava com vontade de conseguir...com a certeza de que aquele dia iria ser diferente. Que iria trazer consigo a grande novidade. E às vezes trazia...e quando não trazia, apesar da tal tristeza, não importava porque eu sabia que o dia seguinte seria melhor.
Vivi muito tempo nesta certeza encantadora de poder mudar o rumo do planeta. Com o tempo, essa certeza foi ficando cada vez mais ténue e constatei com decepção que o mundo inteiro era demasiado grande e que talvez tivesse de canalizar energias para o meu mundo. E fiz isso mesmo. Aliás...continuo a fazê-lo ainda hoje. 
E até ao dia em que deixar de acreditar que consigo, fá-lo-ei.
Mas isto é tudo tão difícil...o ser humano pode ser tão mau quando decide sê-lo...e às vezes nem decide sequer. É mau porque talvez se canse de construir o que outros destroem. Tenho medo de me cansar. Tenho medo de deixar de acreditar que é possível e de me tornar má sem querer. Medo do monstro do desencanto.

Este Blog anda cinzento-escuro. Mas isso é porque o mundo é um lugar hostil. Maravilhoso...mas hostil.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Saber esperar I

É uma virtude que anda um pouco esquecida. E que,está a levar-nos a todos para um buraco bem fundo e bem negro. Quer-se tudo para ontem. Quer-se tudo com urgência. Uma urgência desumana. Uma urgência hipócrita. Uma urgência plástica. Estúpida. Sem dignidade. Tudo tem de ser feito perfeito. E rápido. O mais rápido possível. Porque não há tempo. Porque esperar é aborrecido. E porque o que me apetece agora é o obrigatório. Porque a vida tem de ser assim nesta inspiração retida. Bolas. Que cansaço agoniante. 
Preciso de viver com calma. Preciso de parar quando tiver de parar. Preciso de tempo para me encontrar. Tempo para não fazer nada. Para contemplar este mistério todo que nos envolve.O mistério que está aos poucos a deixar de sê-lo porque tudo é feito às pressas. As coisas estão a perder a graça e o brilho. 
O mundo precisa de uma travagem a fundo. Precisa de reaprender o valor da paciência. 
E isso sim, é urgente.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010