sábado, 7 de maio de 2011

Quem mora por aqui

Conheço uma pessoa que luta muito. Uma pessoa que luta sempre. E que faz da luta uma história bonita e sem mágoa. Conheço uma pessoa que se entrega sem medo da derrota e que vai até ao fim de tudo. Até ao fim dela mesma se preciso for. É uma pessoa corajosa esta, que eu conheço. Não se deixa amedrontar pelo desânimo nem pelo fracasso e enfrenta a dureza das pedras do caminho sem recuar um passo. Conheço-a desde que nasci e apesar de a não ver há algum tempo, sei que mora por aqui. 
Sei que sim. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Revolta de última hora

Esta coisa de sonhar é muito bonito. Mas ó pah...um conselho para ti que me lês: quando sonhares, sonha com alguma coisa que pode realmente acontecer. Porque essa baboseira de que "tudo é possível" e estrelinhas e borboletinhas e florinhas e coraçõezinhos (como raio se escreve isto?) é uma grande treta. A sério. Sonhar para aquecer, como se diz algures por aqui "não dá com nada". É que com nada mesmo. Nadinha.

Isto passa, isto passa. Espero eu.

Estupidez de última hora

Pelo menos, daqui a uns anos, se sobrevivermos a isto sem morrer de fome, podemos dizer aos nossos netos: "Oh filho (a)...em 2011 é que se passávamos dificuldades. Sabes lá o que é a vida e o que eu e o teu avô passámos...estás bem mal habituadinho (a). Esta garotada...queixa-se de barriga cheia..."

E pronto. É assim.

domingo, 3 de abril de 2011

Assumo.

Não sou forte nem corajosa. Não sou. Tenho muitos medos. Tenho. E depois? Esta mania que os outros têm de apontar o dedo e de arreganhar os dentes, quando percebem as fraquezas de uma pessoa. Sou fraca sou. Assumo. E agora? Quem terá a coragem de atirar a primeira pedra?

O medo é irracional. Eu não.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Da inveja

Dizem que a inveja é uma coisa muito feia. E é. Desde pequena que me lembro da minha mãe dizer para eu lutar com todas as forças contra este sentimento, se por acaso sentisse alguma "pontinha" que fosse (é esta a expressão que ela usa). Ela dizia sempre que a inveja é o sentimento mais destrutivo de todos e que pode inclusivamente arrasar a vida das pessoas. Em criança, não entendia muito bem isto e apesar de ter uma vaga ideia do que seria este sentimento tão nocivo, não tinha a percepção de como ele pode, de facto, ser devastador. Hoje entendo. Fosse pela insistência da minha mãe, fosse porque o meu código genético assim o ditou, é pecado capital do qual a minha consciência não me acusa. Isto é óptimo para a tranquilidade do meu espírito, mas é péssimo porque consigo discernir com mais contraste, a inveja que anda à minha volta. Que Deus nos proteja! Entendo agora, as palavras sábias da minha mãe! A inveja destrói tudo o que é bom. Torna as pessoas mesquinhas e antipáticas (ou hipócritas). Ridiculariza os diálogos, empobrece as relações e  os momentos que poderiam ser de partilha e de crescimento. Acaba com amizades porque instala a desconfiança e a confusão. 
Há sempre um motivo por detrás de uma inveja. Claro que sim. Mas isso é outra conversa.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tinha de partilhar...

«Acaso é esse o jejum que me agrada, no dia em que o homem se mortifica? Curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza? Podeis chamar a isto jejum e dia agradável ao SENHOR?» Is 58, 5


Nesta Quaresma, Senhor, que jejum me pedes?
É bom e justo fixar um “ponto de esforço”,
que me vá recordando, dia-a-dia, que o desprendimento e a mudança
são passos verdadeiros de conversão.
Mas estes pequenos gestos têm de ser sinais de uma decisão mais funda
de um querer mais decidido, de um desejo mais verdadeiro de perfeição.
Se assim não for, pelo possível e razoável,
mas acabo adiando a verdadeira questão:
mudar o meu coração!
É este o jejum que me pedes.
Só pode ser este: mudar, mudar mesmo, mudar até ao fundo.
Ainda que doa... mesmo que doa.
Mudar é cumprir aquele Teu desejo sobre mim
de ser tal como me pensaste:
homem inteiro, de coração aberto à verdade,
capaz de ser feliz, já e agora, apesar de toda a contingência do caminho.
Para que se cumpra o Teu desejo, tenho que me libertar
do que me prende ao que não dura,
e do que me amarra à ilusão.
É esta a mudança, é este o jejum.
Ajuda-me Senhor!


Oração da manhã da Rádio Renascença do dia 18 de Março de 2011 por: Rui Corrêa d'Oliveira

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cá para mim esgotou-se o tempo

Já não há paciência para tanta desgraça, para tanta crise, para tanta tragédia. Esgotou-se a pachorra. Já passei a fase do pessimismo e estou de momento, na fase da apatia. A desgraça chega ao cérebro e faz ricochete. Dizem que nós pintamos o mundo com as cores que temos dentro de nós. Tretas. Isto está negro e acabou-se a conversa. Ou o pessoal atina ou a próxima paragem é no fundo.
A boa notícia é que até sempre podemos rir-nos da estupidez humana que é cada vez mais surpreendente.

Já agora...não sei se isto seria pior ou não, mas quero muito eleições antecipadas. Como hoje já é tarde, amanhã seria um boa dia.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mudanças

Sinto-me nómada. Fazendo bem as contas, desde que saí de casa dos meus pais, é a oitava vez que mudo de casa. Digamos que...ESTOU FARTA. E se pelo menos eu fosse uma pessoa organizada, a coisa simplificava bastante...O problema é que não sou. Estão a imaginar a confusão que é? Não...não imaginam. Hoje de manhã não encontrava nada do que queria e tive de vestir a primeira roupa minimamente decente que me apareceu. Além disso, dormi mal, estranhei os cheiros e os ruídos novos porque sou muito picuinhas nestas coisas. 
Bom...apesar deste pesadelo das mudanças, acho que vou gostar de morar por aqui. É grande (enorme vá...), tem sol e uma lareira. Tudo o que preciso para ser (quase) feliz. O problema é mesmo o investimento em decoração...mas pronto...lá terá de ser...aos 26 anos convém começar a pensar nestas coisas.
Estou exausta e ainda tenho de pôr tudo em ordem...com a ajuda da minha mãe claro...que é uma querida. E vai ter mesmo de ficar tudo ao meu gosto porque desta só vou sair quando decidir ter a MINHA casa.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Entre fugir ou enfrentar?...

...escolho fugir.

Porque não me apetece argumentar. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O segredo

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança, o amor;
mas a maior de todas é o amor
."

Coríntios 1, 1-13