Quando ando feliz demais, a minha inspiração fica mais seca que uma uva-passa. Portanto, por hoje (e para que não pareça que este blog morreu) é só para dizer que sim...ainda estou viva e de boa saúde (para mal de muitos).
E pronto...é isto.
Porque na aridez das emoções, uma lágrima pode trazer a vida. E porque gosto do ré maior. Gosto e não se fala mais nisso.



É exactamente assim que gosto de viver. Exactamente como me sinto agora. No limite superior do esforço possível mas com a certeza de que este esforço valerá a pena, porque o caminho é exactamente por aqui. Sei que esta rota me levará ao espaço que me pertence. Àquele que foi feito especialmente para mim. Sim...há um lugar à espera de nós que fica dentro de nós. E que só será nosso quando nos encontrarmos.
Pai...desculpa o atraso em relação ao dia do Pai mas tu bem sabes como tem sido a minha vida. Por isso, aproveito a chegada da Primavera, para te dizer publicamente (não vás tu ficar com ciúmes da mãe, à qual dediquei um texto enorme aqui) que apesar de muitas vezes não nos entendermos, és o pai que eu escolheria se tivesse tido a oportunidade de escolher. Tirando as vezes que me tratas como se eu tivesse 10 anos e me chateias a paciência quando insistes em dizer que "estás muito magra" que "assim não pode ser" que "até devias ter vergonha de ser nutricionista e de te alimentares dessa maneira", tirando essas coisinhas és um paizão e eu amo-te.