Às vezes sabemos (porque o nosso coração grita e ele tem sempre razão) que devemos tomar uma atitude. Mas (maldito "mas") por alguma razão (a vida tem destes caprichos) acabamos por fazer tudo ao contrário. Algum tempo depois (quando finalmente percebemos que naquela altura sofremos de "cegueira emocional") pensamos: "Bolas, como fui idiota". "Bolas, que agora já é tarde".Então choramos, batemos com a cabeça nas paredes da nossa burrice, sofremos de insónias durante umas noites e arrependemo-nos mil e quatrocentas vezes de "naquela altura" não termos feito o que era suposto. O que estava à frente do nosso nariz. O que, de tão óbvio se tornou duvidoso. O que todos viam e não entendiam e só nós (sem ver) dizíamos entender. Mas (bendito "mas") a vida é o máximo...e dá-nos sempre a oportunidade de fazer certo hoje o que fizemos de errado ontem e de provarmos a nós próprios (porque se temos de provar alguma coisa é a nós e a mais ninguém) que afinal, não somos assim tão idiotas. E que afinal, idiota toda a gente é alguma vez na vida. E que afinal, "aquela altura" foi apenas um parêntesis na nossa história. Um parêntesis infeliz mas necessário para que mais tarde, o final da história seja finalmente (já não era sem tempo) muito mais feliz.

