Tudo o que é precioso, é frágil. O cristal, as asas das borboletas, a pele, as flores, os olhos, as crianças.
E a vida.
Porque na aridez das emoções, uma lágrima pode trazer a vida. E porque gosto do ré maior. Gosto e não se fala mais nisso.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Férias
Não quero férias. Quero saber que depois das férias não quero estar a contar os dias, as horas, os minutos para ir de férias outra vez. Isso é que era.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Tocou-se novamente na ferida da "Interrupção Voluntária da Gravidez" e muito me espanta que haja tanta mobilização para defender a vida de um animal (e atenção, acho muito bem essa mobilização, não venham já cair-me em cima) e que se trate com tanta ligeireza o problema do aborto. Sim ligeireza...como se não se tratasse da vida de uma pessoa. Há casos complicados, há. Mas também há casos (muitos, infelizmente) de mulheres que decidem pura e simplesmente pela interrupção voluntária da gravidez, porque "não dá jeito". Acabei de ler um testemunho na primeira pessoa de alguém que diz ter condições, mas que simplesmente não era a "altura certa". Mas então, quem defende essas CRIANÇAS? E não me venham dizer que "ainda não são pessoas" porque eu, considero-me gente desde que fui concebida.
Pronto. Agora, podem crucificar-me à vontade.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Quebrar o ciclo
Vivo neste ciclo há muito tempo. Meses que se foram transformando em anos. Anos que se foram transformando em eternidades. Demasiado tempo, portanto. Começo a achar que, nestes casos, talvez a prudência não sirva de grande coisa. Afinal, sou prudente há eternidades e, até agora, de nada me serviu esse "bom senso". Começo a achar, que a única forma de quebrar este ciclo, é quebrando-o. Assim... à bruta e sem pensar muito no caso. Sem medir consequências. É acordar um dia e pronto...lançar-me às cegas. Porque afinal, o que é a segurança? E se a segurança for mesmo esta, de ter tudo controlado e certinho, será que vale a ausência de sentido? A desmotivação diária? A sensação de desajuste? Será que sim?
terça-feira, 2 de junho de 2015
Uma reflexão
Já sei que não vivemos de sonhos...mas também sei que são eles que nos fazem sentir que estamos vivos.
sábado, 30 de maio de 2015
Talvez escrever isto já seja um sinal de mudança. Ou não.
Acho que não é bem falta de coragem...são as malditas circunstâncias que não me deixam... As contas ao fim do mês têm muito mais peso que a vontade de mudar. Mais peso e mais força. Essa é a triste realidade.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Uma coisa mesmo estúpida
Alguém anunciar no facebook o falecimento de alguém, e as pessoas "comentarem" com bonecas deste tipo:
Não me parece que seja uma forma muito eficaz de demonstrar pena.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
O que mudou aos trinta
Quase nada mas o pouco que muda tem peso.
1. Comecei a pensar que se quero ter mais do que um filho, tenho de me despachar porque depois a coisa complica (complica mesmo não vale a pena andar com teorias) mas ao mesmo tempo ainda nem sei se estou preparada para para ter filhos e isto está a criar em mim uma ansiedade que me dá dores de barriga.
2. É mais difícil dizer o que penso, sobretudo porque "não cai bem" como, por exemplo, aos dezoito (se bem que eu sempre fui um bocado medricas nessas coisas e sempre tive imenso cuidado com as palavras. Às vezes acho que fui uma parva por não ter dito umas verdades, mas outras vezes acho que fui só educada). Dizem que com a idade a tendência é a sinceridade...não tenho experiências próximas que confirmem isto. Quanto mais velhas, mais dissimuladas. E isto leva-me para o ponto 3.
3. Acho que isto que me aconteceu não tem muito a ver com a idade...tem a ver com os últimos acontecimento que podiam ter sido aos vinte e ter causado em mim o mesmo sentimento que é o de (quase) total descrença na humanidade. Sublinho o "quase".
3. Quando me mentalizei que já tinha trinta anos, coisa que só aconteceu passado um mês e tal, comecei a fazer planos para mudar de vida porque antes de pensar ter filhos, tenho mesmo de mudar de vida. Isto está a gerar em mim mais ansiedade ainda.
4. Comecei a procurar cremes com factor de protecção solar. Tarde demais eu sei.
5. Penso diariamente no sentido da vida. Sempre pensei mas de há uns tempos para cá tem sido um exagero. Não sei se é dos trinta ou se é mesmo de mim que sempre pensei demais e de tanto pensar falta-me tempo para agir.
5. Penso diariamente no sentido da vida. Sempre pensei mas de há uns tempos para cá tem sido um exagero. Não sei se é dos trinta ou se é mesmo de mim que sempre pensei demais e de tanto pensar falta-me tempo para agir.
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