Porque na aridez das emoções, uma lágrima pode trazer a vida. E porque gosto do ré maior. Gosto e não se fala mais nisso.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Uma reflexão
Já sei que não vivemos de sonhos...mas também sei que são eles que nos fazem sentir que estamos vivos.
sábado, 30 de maio de 2015
Talvez escrever isto já seja um sinal de mudança. Ou não.
Acho que não é bem falta de coragem...são as malditas circunstâncias que não me deixam... As contas ao fim do mês têm muito mais peso que a vontade de mudar. Mais peso e mais força. Essa é a triste realidade.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Uma coisa mesmo estúpida
Alguém anunciar no facebook o falecimento de alguém, e as pessoas "comentarem" com bonecas deste tipo:
Não me parece que seja uma forma muito eficaz de demonstrar pena.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
O que mudou aos trinta
Quase nada mas o pouco que muda tem peso.
1. Comecei a pensar que se quero ter mais do que um filho, tenho de me despachar porque depois a coisa complica (complica mesmo não vale a pena andar com teorias) mas ao mesmo tempo ainda nem sei se estou preparada para para ter filhos e isto está a criar em mim uma ansiedade que me dá dores de barriga.
2. É mais difícil dizer o que penso, sobretudo porque "não cai bem" como, por exemplo, aos dezoito (se bem que eu sempre fui um bocado medricas nessas coisas e sempre tive imenso cuidado com as palavras. Às vezes acho que fui uma parva por não ter dito umas verdades, mas outras vezes acho que fui só educada). Dizem que com a idade a tendência é a sinceridade...não tenho experiências próximas que confirmem isto. Quanto mais velhas, mais dissimuladas. E isto leva-me para o ponto 3.
3. Acho que isto que me aconteceu não tem muito a ver com a idade...tem a ver com os últimos acontecimento que podiam ter sido aos vinte e ter causado em mim o mesmo sentimento que é o de (quase) total descrença na humanidade. Sublinho o "quase".
3. Quando me mentalizei que já tinha trinta anos, coisa que só aconteceu passado um mês e tal, comecei a fazer planos para mudar de vida porque antes de pensar ter filhos, tenho mesmo de mudar de vida. Isto está a gerar em mim mais ansiedade ainda.
4. Comecei a procurar cremes com factor de protecção solar. Tarde demais eu sei.
5. Penso diariamente no sentido da vida. Sempre pensei mas de há uns tempos para cá tem sido um exagero. Não sei se é dos trinta ou se é mesmo de mim que sempre pensei demais e de tanto pensar falta-me tempo para agir.
5. Penso diariamente no sentido da vida. Sempre pensei mas de há uns tempos para cá tem sido um exagero. Não sei se é dos trinta ou se é mesmo de mim que sempre pensei demais e de tanto pensar falta-me tempo para agir.
sábado, 21 de março de 2015
Uma coisa
Estou zangada. E quando estou zangada ou magoada com alguém, tenho logo a tendência de meter tudo dentro do mesmo saco. Por isso estou zangada com as pessoas todas, de um modo geral, e com algumas de um modo muito particular. Não sou melhor que ninguém, admito até que não sou flor que se cheire mas falsidade é uma coisa que não encaixa. Falsidade daquelas de sorrir pela frente e falar mal por trás, falsidade daquelas de calar quando é preciso defender, falsidade daquelas de "desejo-te muitas felicidades" e depois por trás "espero que te lixes". Não vou dizer que não falo de pessoas claro que falo nem que gosto de toda a gente, claro que não gosto. Mas se gosto gosto e se não gosto não gosto mas tento gostar que não é a mesma coisa que fingir que gosto.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Hoje faço anos e estou feliz por isso.
Gosto de festejar o aniversário porque com as desgraças que se vêem todos os dias, estar viva é uma sorte tremenda e temos mais é que celebrar. Aliás, por cada dia que estamos vivos, devíamos fazer festa. Mas como isso ia parecer "demasiado" e não há grande tempo, pelo menos comem-se uns doces e bebem-se umas cervejas no dia. E no fim de semana seguinte também, que isto de fazer anos à terça não dá espaço de manobra para grandes festejos.
Posto isto, só tenho de dizer que estou feliz pelos meus trinta aninhos, que me sinto mesmo grata pela minha vida apesar de tantas vezes sentir que ainda está tão longe do que sonho para mim e que, neste tempo sobre o planeta terra (eu disse isto?), tenho aprendido que para se ser feliz não é preciso grandes coisas. Família, amigos verdadeiros (os outros não são amigos, são só conhecidos), saúde, sonhos e paz de coração. Tudo grátis portanto. O resto é só o resto e apesar de também contribuir para se viver bem, não é essencial. Como graças a Deus tenho estas coisas todas, posso dizer que estou no caminho certo para um dia, daqui a (espero eu) muitos anos sentir que a vida valeu mesmo a pena.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Blusas giras, casacos elegantes, sabrinas maravilhosas, vestidinhos justos e dois graus de temperatura são elementos que, para mim, são impossíveis de conjugar. Se não tiver uma camisola de gola alta quentinha com umas meias polares e uma botas, que nem me peçam para sair de casa. Não consigo entender gente que consegue andar na rua como se estivéssemos em plena primavera com um frio de rachar.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Sonhos mas a sério.
O meu sonho é ter um sonho a sério. Daqueles sonhos grandes que não te dão sossego enquanto não se tornam reais...sabes? Eu não. Eu não sei. Eu tenho sonhos pequenos e fracos. Demasiado fracos para me fazerem levantar todas as manhãs e ir à luta. Vou sonhando aos poucos. Devagarinho. E se algum sonho começa a tornar-se demasiado grande, trato logo de o fechar à chave dentro de uma das mil gavetas do meu coração. Sei lá...acho que tenho medo. Acho que a luta diária pela simples sobrevivência já é tão desigual, que arriscar lutar ainda mais, me iria deixar de rastos. Mas isso, é porque não tenho um sonho que valha realmente a pena. Se tivesse, de certeza que não me importava...de certeza que não. Olho para gente que corre atrás, levanta-se demasiado cedo, deita-se demasiado tarde, e acho essa gente obstinada...mas gosto de ver...e gostava de conseguir. Mas isso, era se tivesse um sonho realmente grande. Um dia já tive. Mas como tenho sempre demasiado medo, fechei-o numa das mil gavetas do meu coração. E os sonhos não gostam de estar fechados. Acabam por definhar e morrer. É o medo, traiçoeiro, sempre a estragar a vida. A dar cabo da vida. Quem me dera ter um sonho que o destruísse de vez...Isto é um sonho grande não é?
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