sábado, 21 de março de 2015

Uma coisa

Estou zangada. E quando estou zangada ou magoada com alguém, tenho logo a tendência de meter tudo dentro do mesmo saco. Por isso estou zangada com as pessoas todas, de um modo geral, e com algumas de um modo muito particular. Não sou melhor que ninguém, admito até que não sou flor que se cheire mas falsidade é uma coisa que não encaixa. Falsidade daquelas de sorrir pela frente e falar mal por trás, falsidade daquelas de calar quando é preciso defender, falsidade daquelas de "desejo-te muitas felicidades" e depois por trás "espero que te lixes". Não vou dizer que não falo de pessoas claro que falo nem que gosto de toda a gente, claro que não gosto. Mas se gosto gosto e se não gosto não gosto mas tento gostar que não é a mesma coisa que fingir que gosto. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Hoje faço anos e estou feliz por isso.

Gosto de festejar o aniversário porque com as desgraças que se vêem todos os dias, estar viva é uma sorte tremenda e temos mais é que celebrar. Aliás, por cada dia que estamos vivos, devíamos fazer festa. Mas como isso ia parecer "demasiado" e não há grande tempo, pelo menos comem-se uns doces e bebem-se umas cervejas no dia. E no fim de semana seguinte também, que isto de fazer anos à terça não dá espaço de manobra para grandes festejos. 
Posto isto, só tenho de dizer que estou feliz pelos meus trinta aninhos, que me sinto mesmo grata pela minha vida apesar de tantas vezes sentir que ainda está tão longe do que sonho para mim e que, neste tempo sobre o planeta terra (eu disse isto?), tenho aprendido que para se ser feliz não é preciso grandes coisas. Família, amigos verdadeiros (os outros não são amigos, são só conhecidos), saúde, sonhos e paz de coração. Tudo grátis portanto. O resto é só o resto e apesar de também contribuir para se viver bem, não é essencial.  Como graças a Deus tenho estas coisas todas, posso dizer que estou no caminho certo para um dia, daqui a (espero eu) muitos anos sentir que a vida valeu mesmo a pena. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Blusas giras, casacos elegantes, sabrinas maravilhosas, vestidinhos justos e dois graus de temperatura são elementos que, para mim, são impossíveis de conjugar. Se não tiver uma camisola de gola alta quentinha com umas meias polares e uma botas, que nem me peçam para sair de casa. Não consigo entender gente que consegue andar na rua como se estivéssemos em plena primavera com um frio de rachar. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sonhos mas a sério.

O meu sonho é ter um sonho a sério. Daqueles sonhos grandes que não te dão sossego enquanto não se tornam reais...sabes? Eu não. Eu não sei. Eu tenho sonhos pequenos e fracos. Demasiado fracos para me fazerem levantar todas as manhãs e ir à luta. Vou sonhando aos poucos. Devagarinho. E se algum sonho começa a tornar-se demasiado grande, trato logo de o fechar à chave dentro de uma das mil gavetas do meu coração. Sei lá...acho que tenho medo. Acho que a luta diária pela simples sobrevivência já é tão desigual, que arriscar lutar ainda mais, me iria deixar de rastos. Mas isso, é porque não tenho um sonho que valha realmente a pena. Se tivesse, de certeza que não me importava...de certeza que não. Olho para gente que corre atrás, levanta-se demasiado cedo, deita-se demasiado tarde, e acho essa gente obstinada...mas gosto de ver...e gostava de conseguir. Mas isso, era se tivesse um sonho realmente grande. Um dia já tive. Mas como tenho sempre demasiado medo, fechei-o numa das mil gavetas do meu coração. E os sonhos não gostam de estar fechados. Acabam por definhar e morrer. É o medo, traiçoeiro, sempre a estragar a vida. A dar cabo da vida. Quem me dera ter um sonho que o destruísse de vez...Isto é um sonho grande não é?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Esta semana só é sexta feira no domingo. Já disse que odeio trabalhar nos fins de semana?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Amizade exige algumas coisas claro que sim.

Amigos são como as estrelas o tanas. Ou tens o mínimo de contacto** (e o mínimo penso que deva ser, segundo a minha experiência que apesar de não ter valor científico nenhuma não deixa de ter valor, uma vez por mês) ou esquece a amizade. Amigos que não se importam em saber se estou viva? Não muito obrigada. 


**con·tac·to |ct| 
substantivo masculino
1. Estado dos corpos que tocam uns nos outros.
2. Relação dessa comunicação.
3. [Figurado]  Proximidadeinfluência.

"contacto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008 2013, http://www.priberam.pt/DLPO/contacto [consultado em 22-01-2015].

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Muito. Bom.

A melhor coisa má para a saúde que inventaram foi esta. A sério. Comia cinco de uma vez sem me custar nadinha.

Repito: coisa má para a saúde. Só permitida em caso de vida ou morte. Tipo hoje. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Hoje estou um bocado desmotivada. Deve ser do tempo.

Isto do foco e de alcançar objectivos é tudo muito bonito até ao momento em que chego a casa depois de um dia de trabalho, e tenho o jantar para fazer,  uma pilha de roupa para passar, mais uma de loiça, pó até mais não por todo o lado e setecentas coisinhas mais que nem é bem pensar. Para mim, que sou um bocado flor de estufa no que toca a dormir e que fico logo com o sistema imunitário todo lixado se não durmo as minhas oito horinhas, pensar em concretizar objectivos após as onze e meia da noite, é praticamente impossível. E não me venham com a história da força de vontade que eu até me considero uma pessoa motivada. E eu não tenho filhos e tenho um homem que me ajuda imenso. Assim sendo, vamos andando e amanhã logo se vê. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Conclusões de final de semana.

As boas intenções das pessoas são quase sempre mentira. Esta é a verdade que, com quase 30 anos de idade ainda me custa aceitar. Há conhecidos, há simpáticos, há até bondosos mas amigos...é assim a vida e eu tenho a sorte de ainda ter alguns (poucos mas os melhores de sempre). 
O que vale é que hoje é sexta feira e a vida parece sempre mais bonita às sextas feiras.