Porque na aridez das emoções, uma lágrima pode trazer a vida. E porque gosto do ré maior. Gosto e não se fala mais nisso.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
segunda feira onze de agosto de 2014
Muito sono. Dor de barriga. Vontade de trabalhar inexistente. Muito sono.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Beleza
terça-feira, 15 de julho de 2014
Casámos.
E foi tudo tão maravilhoso que ainda não estou em mim. Apetece-me voltar a viver tudo outra vez. Até o stress, até o herpes que apareceu duas semanas antes e que me deixou em pânico a pensar que aquilo ia acontecer no dia, até os pesadelos onde eu aparecia na Igreja vestida de calças de ganga porque me tinha esquecido de comprar o vestido. Tudo. Viveria tudo outra vez. O dia foi mágico, foi perfeito foi incrível! deixem-me escrever para relembrar...deixem-me escrever..
Acordei às seis da manhã apesar de a cerimónia estar marcada para as três da tarde. Acordei feliz e calma com uma ansiedade boa, desejosa que começasse depressa. Acordei com vontade de estar com o meu amor e isto deixou-me tão feliz que pensei que tinha decidido bem quando decidi casar com ele. Bebi o meu café, devagar e pensei que aquele seria o último café de solteira (as coisas que nos passam pela cabeça). Comi uma fatia de pão com manteiga e conversei com o meu tio. Fiz a minha cama e fui à cabeleireira com a minha mãe. O céu começou a escurecer e pensei que ia chover. E choveu. E não fazia calor. Depois o sol abriu. A partir daqui lembro-me de tudo como se fosse um sonho. Como se não fosse eu a estar ali, naquela realidade. O vestido, o véu, as flores, a minha mãe a chorar emocionada, a gravata verde do meu pai, as pessoas que amo em minha casa, os abraços apertados, o cheiro dos perfumes todos misturados, as gargalhadas, a minha mãe a cantar o Avé Maria de Schubert na minha entrada com aquela voz linda e doce, a Catedral de Miranda imponente, maravilhosamente decorada. Toda a cerimónia animada pelos amigos do coração, as surpresas que nos arrancaram lágrimas sem fim. O Sim para sempre, de um amor que começou por ser uma "paixão de Outono e se transformou no amor para a vida" como escreveu o meu amor para mim.
Depois o arroz, as fotos, "O Prometido é Devido" do Rui Veloso, o "Boy Lilikoi" do Jonsi, os caretos de Varge, as mensagens no livro, a festa até doerem os pés, os balões luminosos no céu do rio Douro os amigos que vieram de longe para estarem connosco, e aqueles que sempre estiveram, a família...e o meu amor. Eu e ele num dia que ficará para sempre no nosso coração. Um dia que, quando a dificuldade chegar, nos recordará que a vida é cheia de beleza. Até quando chove. Até quando os dias não são tão quentes e a dureza do caminho nos deixa os pés doridos.
Hoje, só posso agradecer a Deus toda esta beleza que Ele colocou e continua a colocar no nosso caminho (...)
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Da maldade humana
Há pessoas más. Ruins. Frustradas. Rancorosas. Pessoas que guardam no coração todos os momentos maus que viveram ao longo da vida em forma de revolta. Todas as pessoas têm um lado mau mas há pessoas que são más por inteiro e que não se esforçam por serem boas porque gostam de ser más. Têm prazer em estragar a alegria dos outros por não conseguirem ser alegres. Gostam de pisar. Passam o tempo a emitir palpites irónicos sobre vidas que não lhes pertencem (e que gostariam muito de ter). Há pessoas assim. Eu não queria acreditar mas tenho de me render às evidências. Elas existem. Juro.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Balanço
Não sei. Tenho de sossegar para fazê-lo e hoje, não é um bom dia. Vai ser (se tudo correr como desejo) a minha última passagem de ano de solteira e portanto, pretendo não pensar em questões existenciais. Para a semana...se calhar.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
...
E há sempre um instante que pode mudar a vida inteira. Uma rajada de vento inesperada e cruel, arrastou uma cidade para a tristeza. Duas pessoas gravemente ferias, uma das quais já partiu. Uma cidade inteira que chora prostrada aos pés da impotência perante a morte.
Resta agora agradecer o dom da vida e rezar para que o outro lado da morte seja vida e só vida junto do Pai. A saudade fica sempre. A saudade não o seria se não doesse. E se dói, é porque valeu a pena.
Há sempre um instante que pode mudar a vida inteira. Por isso é necessário fazer a vida valer.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
A adolescência vista de longe III
Meninas: daqui a uns anos, ao olhar para fotos que colocaram nos murais do facebook, (para não parecer tão grave) vão dizer que só se arrependem do que não fizeram, mas vão sentir precisamente o contrário.
Acreditem em mim.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Pensar positivo
Com o circo que vai por este país, podemos morrer de fome, mas pelo menos, não morremos de tédio.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Não é uma questão de querer ou não querer...
...é mesmo uma questão de conseguir ou não conseguir. E eu não consigo conformar-me. Já tentei de tudo. Mas não consigo. Aliás...a hipótese de me conformar, bloqueia-me. Paralisa-me. Não consigo. Está nos genes...só pode estar lá. Tenho quase a certeza que um dia destes, vão conseguir evidências irrefutáveis, de que o inconformismo nasce connosco. E tenho de confessar que esta ideia, deixa-me mais tranquila. porque eu não posso ser responsável por aquilo que não controlo. E eu não controlo esta vontade de querer ser feliz sempre e de querer viver sempre com aquela sensação que eu tinha, há uns anos atrás, uma semana antes das férias grandes.
E que ninguém me venha com a teoria já gasta de que há muita gente pior que eu. Sou grata pelo que tenho mas isso não me dá o direito de baixar os braços e viver mais ou menos.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Sorte e Graça
Não acredito na sorte. Acredito na graça. Acredito no amor que nos é dado de graça. E tudo é graça quando se está aberto ao Amor. Se alguma vez acreditasse na sorte, seria na sorte de ser amada assim... E quando se trata de Amor, não há desgraça que vença tamanha sorte.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Nos últimos dias...
...uma coisa enorme cresce cá dentro. Como se quisesse rebentar com as costuras do coração.
Não sei como se chama mas é parecido com a vontade de fazer tudo diferente.
E agora?
Não sei como se chama mas é parecido com a vontade de fazer tudo diferente.
E agora?
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Sobre a Igreja. Aquele que eu sou e aquele na qual acredito. Mesmo com (muitos) defeitos. Graves.
Sou cristã. E sou católica. Praticante claro...já que, não faz qualquer sentido alguém dizer-se "católico não praticante". A fé e/ou a pertença a uma Igreja só se faz, praticando aquilo em que se acredita. Ou se é, ou não se é. Como católica que sou, custa-me ouvir determinadas críticas (destrutivas) vindas de pessoas que, provavelmente, nem sequer sonham o que é a Igreja realmente. Ouvem umas coisas e depois, mandam ao ar teorias baseadas em notícias polémicas. Enfim. Ultimamente, tenho-me deparado com algumas afirmações que me deixam um bocado incomodada. Não por achar que algumas dessas afirmações sejam válidas, mas porque, quando ofendem alguém ou alguma coisa que amamos, é humano ficarmos ofendidos não é? E eu amo esta Igreja. A sério que sim. Não sou teóloga, não tenho conhecimentos por aí além sobre a história da Igreja e nem sequer me vou dar ao trabalho de explicar exaustivamente, as razões da minha fé porque acho que a fé, é uma descoberta pessoal já que não pode ser imposta e Jesus Cristo, que muitos admiram mas que tantos esquecem que afinal é o fundador desta Igreja, foi o homem mais livre de sempre. Amo-a porque sim. Porque amo Jesus Cristo e porque admiro a Sua Humanidade.
Já todos sabemos que a hierarquia da Igreja tem muitos lados negros. Já todos sabemos dos casos de pedofilia, de corrupção e se calhar, de muitas outras situações que estarão escondidas. Já todos sabemos da inquisição. Já. Já sabemos. E não nos orgulhamos por isso. São de facto, situações muito graves e que dão cabo dos planos que Jesus tinha para esta Igreja. Mesmo assim, continuo a querer pertencer a ESTA igreja. Sim ESTA. Aquela que está longe de ser perfeita mas que foi fundada por Jesus,que quis este projecto, mesmo sabendo (de sobra) os riscos que corria ao fazê-lo. Mesmo sabendo da fragilidade daqueles que haveriam de lhe dar continuidade. Aquela que, no princípio era formada por uma comunidade de pessoas que se amavam (isto está escrito nos Actos dos Apóstolos, um livro do Novo Testamento) e que partilhavam tudo entre si, ao ponto de causar admiração entre aqueles que não eram cristãos "Vê-de como eles se amam!"... Aquela que ao longo de milhares de anos, foi dirigida por pessoas muito más, mas também muito boas, como qualquer Instituição ou comunidade, cidade, aldeia, bairro...enfim...como qualquer lugar onde haja gente. Pessoas. Com falhas. Com fragilidades.... "Ai mas a Igreja devia dar o exemplo" "Ai mas os padres deviam dar o exemplo" Pois deviam. E quem disse que não dão? Eu conheço muitos padres que dão esse exemplo. De entrega e de doação aos outros...Também conheço outros que não. É verdade. E então? O que muda isso?...para mim, nada. "Mas a Santa Sé não devia isto e aquilo". Ok. Para mim, tal facto, continua sem alterar a minha ideia de querer pertencer à Igreja. Faz-me pensar que certas atitudes não são, de facto, coerentes com aquilo que Jesus quer. Mas a fé, trata-se disso mesmo. De fé. E se eu acredito em Jesus Cristo, também acredito que algo que ele fundou, seja bom (mesmo que tenha muitas falhas, sim já sabemos que sim). Mas é que eu, sinto-me Igreja. É que eu, esforço-me por ser Igreja. E isto, é de facto complicado...Isto, não é para quem pode (porque todos podem). É sobretudo para quem quer. É porque ser Igreja, tem implicações concretas na vida das pessoas. Exige delas. Acreditar só em Deus é prático. Não implica grandes coisas, a não ser ter uma segurança lá em cima quando as coisas cá em baixo, se complicam. Ser Igreja vai tão, mas tão além disso...E não basta ir à missa e rezar umas coisas...isso também não é difícil. Tem de se ir bem mais longe...Tem de se ver a trave no nosso olho, antes de ver o argueiro no olho do outro. Visto de outro prisma, temos de ver os nossos egoísmos, as nossas faltas de amor, a nossa vidinha centrada no próprio umbigo, antes de vermos os sapatos Gucci do Papa (...)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Cuidado
É perigoso sentir que "até nem é tão mau assim". E é perigoso acreditar, quando dizem que "há quem esteja pior". Há gente que me condena, quando afirmo que não estou feliz e que não é isto que quero para mim. Apontam o dedo e chamam-me ingrata. E eu, de tanto ouvir gente sábia e experiente dizer estas coisas, quase acreditei na minha ingratidão...Mas ainda bem que tenho o extraordinário defeito de querer saber o porquê das coisas. Por isso, pensei se, afinal, não teria o direito de querer mais? Se lá porque estamos em tempos difíceis, terei de me conformar com o que tenho hoje, só porque há quem esteja pior?
Pior? O pior, não é perder a casa . O pior, não é perder o emprego. O pior, é perder a fé. O pior, é deixar de sonhar. Para onde nos leva um caminho sem horizontes? E depois qualquer dia, quando percebermos que é tarde demais, onde é que vamos procurar o sentido de vida? Iremos, porventura, encontrá-lo na recordação dos dias sempre iguais, mornos, beje (que a cor da rotina) a cheirar a bafio?
Daqui a uns anos, eu que convivo diariamente com pessoas já muito velhas (não só por fora, mas também e sobretudo, por dentro) não quero maldizer a minha vida nem desejar, com força e determinação, que Deus me leve depressa, como tantas vezes vejo acontecer. Isso não! Maldizer a vida é como deitar ao lixo um presente que alguém nos ofereceu com carinho. Viver "assim assim" é como aceitar o presente sem rasgar o embrulho com medo de ver o que está dentro da caixa.
É perigoso fazer comparações de vidas. É muito perigoso dizer que até "estamos bem em comparação com..."
Sermos gratos pelo que temos, não tem de nos fazer pessoas acomodadas. Isso não é gratidão. É egoísmo. É medo. É preguiça. E nenhuma destas palavras rima com gratidão. Mas paixão sim. E determinação também. E receber o presente implica agradecer e rasgar o papel com o entusiasmo, a paixão e a determinação de quem quer descobrir depressa o que está dentro da caixa. Como o Rodrigo e a Ester quando recebem presentes e os olhitos lhes brilham de alegria. E riem de nervoso miudinho.
Não é afinal, por causa da surpresa que a vida é, que eu acredito num Deus que é amor? Não é afinal, por isto que eu acredito que é possível transformar o mundo?
Cuidado com o que dizem os sábios porque de nada serve "ganhar o mundo todo se perdermos a própria vida".
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A adolescência vista de longe I
Não há ninguém que explique às adolescentes que moram no distrito de Bragança, que andar de mini calções e collants cor de pele, num dia em que a temperatura máxima é de 6 graus, não é uma boa ideia?...
Sei lá...faz-me confusão pronto.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
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