terça-feira, 15 de julho de 2014

Casámos.

E foi tudo tão maravilhoso que ainda não estou em mim. Apetece-me voltar a viver tudo outra vez. Até o stress, até o herpes que apareceu duas semanas antes e que me deixou em pânico a pensar que aquilo ia acontecer no dia, até os pesadelos onde eu aparecia na Igreja vestida de calças de ganga porque me tinha esquecido de comprar o vestido. Tudo. Viveria tudo outra vez. O dia foi mágico, foi perfeito foi incrível! deixem-me escrever para relembrar...deixem-me escrever..
Acordei às seis da manhã apesar de a cerimónia estar marcada para as três da tarde. Acordei feliz e calma com uma ansiedade boa, desejosa que começasse depressa. Acordei com vontade de estar com o meu amor e isto deixou-me tão feliz que pensei que tinha decidido bem quando decidi casar com ele. Bebi o meu café, devagar e pensei que aquele seria o último café de solteira (as coisas que nos passam pela cabeça). Comi uma fatia de pão com manteiga e conversei com o meu tio. Fiz a minha cama e fui à cabeleireira com a minha mãe. O céu começou a escurecer e pensei que ia chover. E choveu. E não fazia calor. Depois o sol abriu. A partir daqui lembro-me de tudo como se fosse um sonho. Como se não fosse eu a estar ali, naquela realidade. O vestido, o véu, as flores, a minha mãe a chorar emocionada, a gravata verde do meu pai, as pessoas que amo em minha casa, os abraços apertados, o cheiro dos perfumes todos misturados, as gargalhadas, a minha mãe a cantar o Avé Maria de Schubert na minha entrada com aquela voz linda e doce, a Catedral de Miranda imponente, maravilhosamente decorada. Toda a cerimónia animada pelos amigos do coração, as surpresas que nos arrancaram lágrimas sem fim. O Sim para sempre, de um amor que começou por ser uma "paixão de Outono e se transformou no amor para a vida" como escreveu o meu amor para mim. 
Depois o arroz, as fotos, "O Prometido é Devido" do Rui Veloso, o "Boy Lilikoi" do Jonsi, os caretos de Varge, as mensagens no livro, a festa até doerem os pés, os balões luminosos no céu do rio Douro os amigos que vieram de longe para estarem connosco, e aqueles que sempre estiveram, a família...e o meu amor. Eu e ele num dia que ficará para sempre no nosso coração. Um dia que, quando a dificuldade chegar, nos recordará que a vida é cheia de beleza. Até quando chove. Até quando os dias não são tão quentes e a dureza do caminho nos deixa os pés doridos.
Hoje, só posso agradecer a Deus toda esta beleza que Ele colocou e continua a colocar no nosso caminho (...)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Da maldade humana

Há pessoas más. Ruins. Frustradas. Rancorosas. Pessoas que guardam no coração todos os momentos maus que viveram ao longo da vida em forma de revolta. Todas as pessoas têm um lado mau mas há pessoas que são más por inteiro e que não se esforçam por serem boas porque gostam de ser más. Têm prazer em estragar a alegria dos outros por não conseguirem ser alegres. Gostam de pisar. Passam o tempo a emitir palpites irónicos sobre vidas que não lhes pertencem (e que gostariam muito de ter). Há pessoas assim. Eu não queria acreditar mas tenho de me render às evidências. Elas existem. Juro. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balanço

Não sei. Tenho de sossegar para fazê-lo e hoje, não é um bom dia. Vai ser (se tudo correr como desejo) a minha última passagem de ano de solteira e portanto, pretendo não pensar em questões existenciais. Para a semana...se calhar. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

...

E há sempre um instante que pode mudar a vida inteira. Uma rajada de vento inesperada e cruel, arrastou uma cidade para a tristeza. Duas pessoas gravemente ferias, uma das quais já partiu. Uma cidade inteira que chora prostrada aos pés da impotência perante a morte.
Resta agora agradecer o dom da vida e rezar para que o outro lado da morte seja vida e só vida junto do Pai. A saudade fica sempre. A saudade não o seria se não doesse. E se dói, é porque valeu a pena. 
Há sempre um instante que pode mudar a vida inteira. Por isso é necessário fazer a vida valer.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A adolescência vista de longe III

Meninas: daqui a uns anos, ao olhar para fotos que colocaram nos murais do facebook,  (para não parecer tão grave) vão dizer que só se arrependem do que não fizeram, mas vão sentir precisamente o contrário. 
Acreditem em mim. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Pensar positivo

Com o circo que vai por este país, podemos morrer de fome, mas pelo menos, não morremos de tédio.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Não é uma questão de querer ou não querer...

...é mesmo uma questão de conseguir ou não conseguir. E eu não consigo conformar-me. Já tentei de tudo. Mas não consigo. Aliás...a hipótese de me conformar, bloqueia-me. Paralisa-me. Não consigo. Está nos genes...só pode estar lá. Tenho quase a certeza que um dia destes, vão conseguir evidências irrefutáveis, de que o inconformismo nasce connosco. E tenho de confessar que esta ideia, deixa-me mais tranquila. porque eu não posso ser responsável por aquilo que não controlo. E eu não controlo esta vontade de querer ser feliz sempre e de querer viver sempre com aquela sensação que eu tinha, há uns anos atrás, uma semana antes das férias grandes. 
E que ninguém me venha com a teoria já gasta de que há muita gente pior que eu. Sou grata pelo que tenho mas isso não me dá o direito de baixar os braços e viver mais ou menos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

e um dia

o caminho é sempre em frente. E até não aparecer outra direcção, é preciso caminhar...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A minha paciência deve ser a coisa mais elástica do mundo. Quando penso que vai rebentar, ela estica sempre mais um bocadinho.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sorte e Graça

Não acredito na sorte. Acredito na graça. Acredito no amor que nos é dado de graça. E tudo é graça quando se está aberto ao Amor. Se alguma vez acreditasse na sorte, seria na sorte de ser amada assim... E quando se trata de Amor, não há desgraça que vença tamanha sorte.