quarta-feira, 13 de março de 2013

Sobre a Igreja. Aquele que eu sou e aquele na qual acredito. Mesmo com (muitos) defeitos. Graves.

Sou cristã. E sou católica. Praticante claro...já que, não faz qualquer sentido alguém dizer-se "católico não praticante". A fé e/ou a pertença a uma Igreja só se faz, praticando aquilo em que se acredita. Ou se é, ou não se é. Como católica que sou, custa-me ouvir determinadas críticas (destrutivas) vindas de pessoas que, provavelmente, nem sequer sonham o que é a Igreja realmente. Ouvem umas coisas e depois, mandam ao ar   teorias baseadas em notícias polémicas. Enfim. Ultimamente, tenho-me deparado com algumas afirmações que me deixam um bocado incomodada. Não por achar que algumas dessas afirmações sejam válidas, mas porque, quando ofendem alguém ou alguma coisa que amamos, é humano ficarmos ofendidos não é? E eu amo esta Igreja. A sério que sim. Não sou teóloga, não tenho conhecimentos por aí além sobre a história da Igreja e nem sequer me vou dar ao trabalho de explicar exaustivamente, as razões da minha fé porque acho que a fé, é uma descoberta pessoal  já que não pode ser imposta e Jesus Cristo, que muitos admiram mas que tantos esquecem que afinal é o fundador desta Igreja, foi o homem mais livre de sempre. Amo-a porque  sim. Porque amo Jesus Cristo e porque admiro a Sua Humanidade.
Já todos sabemos que a hierarquia da Igreja tem muitos lados negros. Já todos sabemos dos casos de pedofilia, de corrupção e se calhar, de muitas outras situações que estarão escondidas. Já todos sabemos da inquisição. Já. Já sabemos. E não nos orgulhamos por isso. São de facto, situações muito graves e que dão cabo dos planos que Jesus tinha para esta Igreja. Mesmo assim, continuo a querer pertencer a ESTA igreja. Sim ESTA. Aquela que está longe de ser perfeita mas que foi fundada por Jesus,que quis este projecto, mesmo sabendo (de sobra) os riscos que corria ao fazê-lo. Mesmo sabendo da fragilidade daqueles que haveriam de lhe dar continuidade. Aquela que, no princípio era formada por uma comunidade de pessoas que se amavam (isto está escrito nos Actos dos Apóstolos, um livro do Novo Testamento) e que partilhavam tudo entre si, ao ponto de causar admiração entre aqueles que não eram cristãos "Vê-de como eles se amam!"... Aquela que ao longo de milhares de anos, foi dirigida por pessoas muito más, mas também muito boas, como qualquer Instituição ou comunidade, cidade, aldeia, bairro...enfim...como qualquer lugar onde haja gente. Pessoas. Com falhas. Com fragilidades.... "Ai mas a Igreja devia dar o exemplo" "Ai mas os padres deviam dar o exemplo" Pois deviam. E quem disse que não dão? Eu conheço muitos padres que dão esse exemplo. De entrega e de doação aos outros...Também conheço outros que não. É verdade. E então? O que muda isso?...para mim, nada. "Mas a Santa Sé não devia isto e aquilo". Ok. Para mim, tal facto, continua sem alterar a minha ideia de querer pertencer à Igreja. Faz-me pensar que certas atitudes não são, de facto, coerentes com aquilo que Jesus quer. Mas a fé, trata-se disso mesmo. De fé.  E se eu acredito em Jesus Cristo, também acredito que algo que ele fundou, seja bom (mesmo que tenha muitas falhas, sim já sabemos que sim). Mas é que eu, sinto-me Igreja. É que eu, esforço-me por ser Igreja. E isto, é de facto complicado...Isto, não é para quem pode (porque todos podem). É sobretudo para quem quer. É porque ser Igreja, tem implicações concretas na vida das pessoas. Exige delas. Acreditar só em Deus é prático. Não implica grandes coisas, a não ser ter uma segurança lá em cima quando as coisas cá em baixo, se complicam. Ser Igreja vai tão, mas tão além disso...E não basta ir à missa e rezar umas coisas...isso também não é difícil. Tem de se ir bem mais longe...Tem de se ver a trave no nosso olho, antes de ver o argueiro no olho do outro. Visto de outro prisma, temos de ver os nossos egoísmos, as nossas faltas de amor, a nossa vidinha centrada no próprio umbigo, antes de vermos os sapatos Gucci do Papa (...)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cuidado

É perigoso sentir que "até nem é tão mau assim". E é perigoso acreditar, quando dizem que "há quem esteja pior". Há gente que me condena, quando afirmo que não estou feliz e que não é isto que quero para mim. Apontam o dedo e chamam-me ingrata. E eu, de tanto ouvir gente sábia e experiente dizer estas coisas, quase acreditei na minha ingratidão...Mas ainda bem que tenho o extraordinário defeito de querer saber o porquê das coisas. Por isso, pensei se, afinal, não teria o direito de querer mais? Se lá porque estamos em tempos difíceis, terei de me conformar com o que tenho hoje, só porque há quem esteja pior? 
Pior? O pior, não é perder a casa . O pior, não é perder o emprego. O pior, é perder a fé. O pior, é deixar de sonhar. Para onde nos leva um caminho sem horizontes? E depois qualquer dia, quando percebermos que é tarde demais, onde é que vamos procurar o sentido de vida? Iremos, porventura, encontrá-lo na recordação dos dias sempre iguais, mornos, beje (que a cor da rotina) a cheirar a bafio? 
Daqui a uns anos, eu que convivo diariamente com pessoas já muito velhas (não só por fora, mas também e sobretudo, por dentro) não quero maldizer a minha vida nem desejar, com força e determinação, que Deus me leve depressa, como tantas vezes vejo acontecer. Isso não! Maldizer a vida é como deitar ao lixo um presente que alguém nos ofereceu com carinho. Viver "assim assim" é como aceitar o presente sem rasgar o embrulho com medo de ver o que está dentro da caixa. 
É perigoso fazer comparações de vidas. É muito perigoso dizer que até "estamos bem em comparação com..." 
Sermos gratos pelo que temos, não tem de nos fazer pessoas acomodadas. Isso não é gratidão. É egoísmo.  É medo. É preguiça. E nenhuma destas palavras rima com gratidão. Mas paixão sim. E determinação também. E receber o presente implica agradecer e rasgar o papel com o entusiasmo, a paixão e a determinação de quem quer descobrir depressa o que está dentro da caixa. Como o Rodrigo e a Ester quando recebem presentes e os olhitos lhes brilham de alegria. E riem de nervoso miudinho.  
Não é afinal, por causa da surpresa que a vida é, que eu acredito num Deus que é amor? Não é afinal, por isto que eu acredito que é possível transformar o mundo? 
Cuidado com o que dizem os sábios porque de nada serve "ganhar o mundo todo se perdermos a própria vida". 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A adolescência vista de longe I

Não há ninguém que explique às adolescentes que moram no distrito de Bragança, que andar de mini calções e collants cor de pele, num dia em que a temperatura máxima é de 6 graus, não é uma boa ideia?...

Sei lá...faz-me confusão pronto. 

Pior que trabalhar num Sábado de chuva...

...só mesmo trabalhar num Sábado de sol. 
Eu não mereço. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Não sei bem para onde vou...

...mas sei que não quero ficar aqui.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Coerência

É como a felicidade. Não existe em estado puro. E não me lembro de alguma vez ter  conhecido alguém cem por cento coerente. Tal como não me lembro de alguma vez ter conhecido alguém cem por cento feliz. Estará, por isso, a coerência de vida ligada à felicidade?(...)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sinto-me tão assim...





"Marioneta" devia poder ser um adjetivo. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cansaço

O amor é um risco permanente. Não dá para amar sem que isso interfira violentamente com a nossa vida calma . Com o nosso descansinho acolchoado. Com os nossos dados adquiridos. Amar é violento. Dói. Massacra. Amar põe-nos a pensar e arranca-nos o sossego. Amar magoa como quem anda descalço num caminho de pedrinhas. O amor não é coisa para meninos. É coisa para durar uma vida inteira de apertos no peito e lágrimas contidas. Atrás dos muros do egoísmo, ama-se excessivamente pouco. E as vidas parecem bonitas e tranquilas como um pôr do sol. Mas o amor não é como um pôr do sol. O amor é como um tornado que arranca as árvores pela raiz e deixa as cidades em estado de sítio. 
O amor é uma invenção que tem tanto de genial como de terrível. E cansa. O amor é difícil. Não venham com histórias. Não venham com eufemismos. Por favor...O amor é terrível! E se for de outra maneira, é porque não é amor. É talvez uma alegria boa atrás dos nossos muros (...)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013




...aquela sensação de desencaixe...Como quando experimento um vestido com tamanho acima e vejo ao espelho que me sobra nos ombros.

Como se a minha vida tivesse um tamanho diferente daquele que foi feito para mim.

É sexta feira

E isto deixa-me à beira de um ataque de euforia.