sexta-feira, 5 de junho de 2009

A surpresa


Quarta-feira saí do trabalho cansada. Entrei no carro e, tal como tenho feito desde segunda, fui para Miranda. No meio do caminho pensei em parar porque estava morta de sono...mas continuei a viagem com a música altíssima e o ar condicionada no máximo para tentar não adormecer. Ouvi os cd's que oiço sempre, ouvi as rádios que oiço sempre, fui pelo caminho de sempre até Miranda. Enfim... Tirando o facto de ter começado a trabalhar e de estarem por cá o meu tio Allan e a minha Dina (do Brasil), aquele dia era bastante parecido a tantos outros....até ao momento em que cheguei, saí do carro ainda cheia de sono e entrei em casa. Olhei para o lado direito e, com uma naturalidade desconcertante a Carol e o Neto (os meus primos do Brasil com quem falei no msn há pouco tempo atrás) disseram: "Oi Fá". No momento passou-me pela cabeça: "fabi...tu adormeceste no carro e estás a sonhar claro..." Mas era mesmo verdade.

O meu tio pensou em tudo e estava de câmara na mão para filmar o momento em que quase desmaei...de alegria, de surpresa, de emoção, de tudo o que é bom. Toda a gente sabia disto há muito tempo..menos eu.

A vida é difícil...e surpreendente...e maravilhosa!

Estou tão feliz! =)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Catupiry

"Catupiry é uma conhecida marca de requeijão do Brasil.Foi criado, em 1911, por Mário e Isaíra Silvestrini, um casal de imigrantes italianos, na estância hidromineral de Lambari, em Minas Gerais .Em 1934, foi aberta no bairro da Barra Funda, São Paulo, a primeira fábrica do queijo.Muito embora o Catupiry não seja um tipo de queijo, devido a sua popularidade a palavra passou a ser sinônimo de um queijo muito cremoso, usado como complemento em variadas receitas da culinária brasileira (...). A receita exata do Catupiry é mantida em segredo (...). "
Origem: Wikipedia
E eu tenho dois destes...só para mim!!!

sábado, 30 de maio de 2009

Birra

Quero chegar onde quero chegar. Só porque me apetece e só porque tenho direito.

E não se fala mais nisso.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Murphy e eu

Sexta-feira passada um vírus invadiu-me sem aviso prévio. E lá fui eu para a urgência às três da madrugada, branca como um círio e a pensar no momento em que iria vomitar de novo. Ora esta história é absolutamente desinteressante se eu não disser que no sábado foi a festa lá da aldeia (a única festa que há por sinal). Obviamente que a festa para mim, foi passada na cama a dormir e com alta febre. A história torna-se ainda melhor se eu disser que a minha mãe fez toneladas de comida maravilhosa, incluindo a minha sobremesa preferida, a qual nem pude provar porque o malvado vírus não me deixou comer senão caldo de arroz com cenouro (que delícia)...Bom...o pessoal que não morre de amores por mim e está a ler isto deve estar consolado...E querem consolar-se um pouco mais? Na passagem de ano de 2007 para 2008 estava a sair de casa para comemorar e eis senão quando outro vírus malvado (ou será o mesmo?) decidiu atacar e eu "comemorei" numa das camas do centro de saúde de Miranda do Douro. Gastroenterite pelos vistos. Mas há mais! Para quem não sabe, uma semana (precisamente uma semana) depois de chegar ao Brasil, o meu apêndice decidiu manifestar-se e reivindicar o seu direito a dar-me cabo da paciência. Fui operada claro.
Murphy...hoje a minha homenagem vai para ti.

Ah...Ainda para quem não morre de amores por mim...Sobrevivi.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A quatro dias de crescer um pouco mais

Crescer é um processo diário. Acontece a toda a hora! Mas já algum dia passaste por um daqueles momentos em que sentes que cresces mais do que em qualquer outro? Pois é...Estou a quatro dias de um desses momentos. E sinto-me entusiasmada, um pouco curiosa. Enfim...acho que estou feliz!
Vá...e um pouquinho assustada também...

Ok...estou (quase) em pânico.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ai de mim que sou romântica

Sim...sou lamechas, choro facilmente, sou sentimental, preciso de abraços e beijinhos com frequência (isto é um eufemismo para dizer que sou bastante carente) sou emotiva e impulsiva, dramática, sonhadora e acredito em coisas que ninguém mais acredita. Em suma, sou uma romântica assumidíssima para o mundo inteiro.
E depois?
Pior mal é o meu.


Ai de mim...

domingo, 24 de maio de 2009

Se...

Se tivéssemos tudo o que desejamos ter no instante seguinte ao nosso desejo; se não tivéssemos de chorar por causa de injustiças e de perdas; se vencêssemos todas as lutas que consideramos justas; se não tivéssemos de enfrentar os fracassos e as frustrações; se fôssemos perfeitos no que fazemos sem ter de fazer esforço para isso; se a vida fosse fácil assim?

Não teria graça.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Elogio ao elogio

Hoje recebi um elogio. E fiquei tão feliz que passei um tempo a pensar em como é fácil elogiar e de como essa atitude pode iluminar o dia de alguém! A verdade é que desperdiçamos muito mais tempo da nossa vida a criticar esta ou aquela característica, do que a elogiar o que os outros têm de bom. E é tão fácil elogiar que às vezes nem é preciso palavras...um sorriso sincero pode significar um "obrigada por estares na minha vida porque aquilo que existe em ti (de bom e de mau) me pode ensinar tanta coisa!...". Elogiar é uma forma de abraçar o outro sem lhe tocar e de lhe dizer que "tu tens dentro de ti um tesouro e por isso, quando estou contigo, o meu tesouro aumenta um bocadinho mais!".
Elogiar é sobretudo saber olhar com olhos de amor a maravilhosa dádiva que é a vida, reconhecer os outros como parte dessa dádiva e sermos profundamente gratos por isso.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lágrimas indecifráveis

Hoje lembrei-me de alguns pedacinhos de passado, revivi algumas lembranças, vi umas fotos...e chorei. E o sentimento que tive foi tão indefinido que não consegui perceber se as minhas lágrimas eram de saudade, de tristeza de mágoa ou de qualquer outro sentimento que ainda não foi descoberto.
Há momentos da vida tão intensamente complicados que tornam indecifrável a forma como os recordamos.
Esses momentos são geralmente os que deixam marcas mais profundas cá dentro...
Paciência...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Transparência


É aquilo que faz com que, quando alguém nos olha, saiba que no momento seguinte vamos sorrir ou chorar. É aquilo que faz com que, quando alguém ouve ou lê as nossas palavras perceba de facto o que nos dói e o que nos enche de alegria. É aquilo que faz com que, quando alguém nos abraça perceba que o nosso abraço é verdadeiro ou não... Quem é transparente deixa entrar dentro de si o mundo lá de fora e passa para o mundo lá de fora o que há dentro de si.
Eu sou transparente (ou pelo menos tento ao máximo sê-lo) porque acredito que o mundo sem aquilo que realmente sou torna-se um pouco mais pobre e que eu, me torno um pouco mais pobre sem tudo aquilo que o mundo me pode dar.