segunda-feira, 13 de abril de 2009

Raiva


A raiva pode ser um sentimento péssimo se nos deixarmos dominar por ele.

A raiva pode ser um sentimento óptimo se conseguirmos ultrapassá-lo sem deixar que nos esmague. E é abolutamente indispensável para aprendermos a defender-nos de tudo o que não presta. A raiva é humana como é humano o amor.

Para a "minha raiva" de hoje...a minha homenagem.

I can see

"A fusão de géneros e tendências na procura de uma linguagem musical comum na cena de dança mundial é o significado de música no dicionário dos Jazzanova. Este colectivo de Berlim, é formado por um trio de DJs, Jürgen von Knoblauch, Alexander Barck e Claas Brieler, para além dos produtores Stefan Leisering e Axel Reinemer (a.k.a Extended Spirit) e Roskoe Kretschmann (a.k.a Kosma)(...) A música dos Jazzanova passa pelo jazz, drum’ n’ bass ou funk com a mesma naturalidade com que absorve as vibrações das sonoridades latino-americanas. O trabalho feito pelo colectivo germânico tem passado essencialmente pelas remisturas de uma lista infindável de
grupos, também ela reflexo do ecletismo dos Jazzanova(...)" http://www.lastfm.com.br/music/Jazzanova/+wiki
O resultado é este




Brilhante.

sábado, 11 de abril de 2009

O meu momento

É Sexta-feira de Páscoa...há por aí bastante gente. Saí para encontrar alguns amigos mas voltei cedo para casa. Estou agora debaixo do meu edredon branco salpicado de flores coloridas e percebo que é exactamente aqui que me apetece estar. Não me apetece falar muito, nem ver muita gente, nem ficar num bar cheio de fumo com música aos berros. Nem me apetece dançar...nem mexer. E o mais estranho...é que nem sequer estou deprimida! Só me apetece ficar assim...no quentinho do meu edredon a falar comigo mesma.
E sabe tão bem, que hoje, não trocaria este momento por nada.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O homem que incomodava


Era uma vez um jovem aparentemente normal. Aprendeu a ser carpinteiro com o pai. Era filho único (e por isso, imagino que os pais o protegessem mais do que é normal). Um dia, decidiu revolucionar o mundo. E começou a falar de amor e de perdão numa época em que, aos que erravam aos olhos da sociedade, eram aplicadas penas sem ponta de humanidade. Enfrentava com rebeldia e inteligência leis milenares e "poderosos" supostamente inatingíveis. Era amigo de gente improvável que a sociedade excluía e falava com desassombro de um mundo novo cheio de amor. Não tinha casa certa porque decidiu andar por aí a anunciar a Sua verdade com uma coragem desconcertante. As Suas palavras eram loucas...falava de "perdoar não sete vezes...mas setenta vezes sete",de "amar os outros como as nós próprios", de "que Deus é muito bom" (e não um tirano castigador como todos achavam), desafiou aqueles que se achavam no direito de apedrejar quem errava a "atirar a primeira pedra" e os mais ricos a "dividirem o que possuíam" com os mais pobres...Por todas estas coisas e muitas outras Jesus tornou-se no homem que incomodava. Por todas estas coisas, Ele teve o fim que (quase) todos os que deixam marcas profundas no mundo tiveram. Mas o final da história está longe de ser triste...a Sua mensagem de amor atravessou fronteiras físicas e temporais como nenhuma outra. E o Seu testemunho de vida fez com que aqueles que não acreditam na divindade de Jesus, não possam jamais negar a grandeza da sua humanidade

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Maria D'Antuono

É este o nome da senhora de 98 anos que foi resgatada com vida das ruínas deixadas pelo sismo que abalou Áquila. Ao ser entrevistada apresentava uma serenidade desconcertante e disse como se fosse a coisa mais natural do mundo que passou as trinta horas que esteve soterrada... a tricotar! Disse também em jeito de brincadeira que estava despenteada.
Este episódio fez-me pensar na forma como as pessoas encaram a vida e a morte. Esta senhora de cabelo branco deixou-me a sensação que estava tão em paz com a sua vida que não poderia encarar a morte de uma forma que, para ela, não fosse tão natural como tricotar! E a morte pensou: "assim não tem graça" e foi-se embora.
Quantas vezes morremos devagarinho porque não conseguimos encarar as coisas menos boas com a mesma naturalidade com que a Maria na sabedoria dos seus 98 anos encarou as suas ruínas?

Reencontrar(-se)

Há vários tipos de pessoas importantes.

Há aquelas que cruzam o nosso caminho de uma forma muito rápida. Sabemos que vão, tal como nós, para algum lugar e que por milagre (não acredito em coicidências) surgem em algum momento que precisamos. A chegada dessas pessoas é sempre essencial ainda que dure apenas alguns instantes.

Há as pessoas que cruzam o nosso caminho e acabam por segui-lo ao nosso lado. São os nossos companheiros de viagem. Tornam-se parte de nós e nós tornamo-nos parte delas.

Há as pessoas que permanecem ao nosso lado durante muitos anos mas que, por razões que nos transcendem acabam por seguir outro caminho muito distante do nosso. Deixam marcas em nós mas os nossos rumos são opostos e por isso nunca mais se cruzarão.

E há aquelas pessoas que durante muito tempo caminham connosco, seguem depois outro chão e quando julgamos que nos perdemos...elas reaparecem algumas encruzilhadas mais à frente. Essas pessoas são espelhos para nós. Percebemos que estamos diferentes, com mais cicatrizes, mais cansados do caminho, mas que afinal o tempo não tem o poder de alterar o material a partir do qual foi construída a nossa base. Reencontrar alguém especial é muito mais do que voltar a ter na nossa vida uma pessoa que julgávamos perdida...é sobretudo o reencontro com o que julgávamos perdido dentro de nós.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quando o amor é o fim...

...que importam os meios? =)

domingo, 5 de abril de 2009

Só para dizer...

...que o Rodrigo vai ter um irmão! A Maria Rita terá que ser chamada de outro nome mais apropriado à situação...é que a menina que todos esperavam...afinal é menino. Ok...que bom na mesma! Adoro coisas inesperadas! Bem vindo à barriga da mamã Celina. Aguardaremos ansiosíssimos a tua chegada!

sábado, 4 de abril de 2009

Filhos...únicos


Se és filho único e quando eras criança a tua mãe vestia-te como se tivesses acabado de sair de uma caixinha daquelas de cartão colorido com um laçarote na tampa; se as tuas tias te apertavam as bochechas de cada vez que te viam; se ouviste inúmeras vezes aquele comentário maravilhoso que diz que "os filhos únicos são todos malucos"; se foste ao pediatra até aos treze anos e só deixaste de ir porque gritaste muito a reindivicar o direito à tua adolescência; se a tua mãe não dormiu nas primeiras dez vezes que saíste à noite; se depois de cresceres e saíres de casa para ires estudar os teus pais te ligavam mais de duas vezes por dia e ficavam irritadíssimos quando não atendias o telemóvel; se consideravam ameaçador qualquer pessoa estranha que se aproximasse de ti (em especial as do sexo oposto); se quando te queixavas de dor de garganta ficavam muito aflitos e queriam levar-te à urgência; em suma, se no geral, eles não conseguem entender que tu és efectivamente...tu próprio (e não eles) não desesperes! De único...não tens (quase) nada.
Bem vindo à caixinha de cartão colorida com um laçarote na tampa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sinais na palma da mão

A Carol é esposa do meu primo Neto. Mora em São Paulo e conheci-a quando fui para lá estagiar. Ao rever pela milésima quarta vez as fotos, vi uma que me fez sorrir com carinho e com saudade:


A mão direita da Carol e a minha mão direita. Um sinal igualzinho no mesmo lugar. Aqui está uma coisa meio pateta...mas que me deixou a pensar como o nosso mundo é pequenino...e como é bom que ele seja pequenino.

Adoro coisas que não se conseguem explicar.

Adoro a Carol.