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domingo, 8 de maio de 2011

Da Santidade

Sempre me custou entender a história dos Santos. Lembro-me que quando era pequenita, uma das coisas que mais confusão me causava eram as palavras do  Padre da minha Paróquia sempre que apelava para que as pessoas trilhassem o caminho da Santidade. Com olhos curiosos e confusos, eu olhava os Santos dos altares e pensava para comigo mesma que eu não queria aquilo para mim. Viver uma vida difícil e cinzenta e depois ser imortalizada numa figura de barro ou de madeira, colocada num cimo de um altar, estática e sem vida? Onde iria eu encontrar o entusiasmo para tal loucura? Sabia que essas pessoas tinham, de facto, vidas exemplares de coragem e de entrega mas durante muito tempo vivi na certeza de que a santidade, era só para gente deslocada do mundo e com um código genético já preparado para tão nobre missão. 
Até ao dia em que percebi com algum espanto, que a santidade é para todos. Até para mim. 
A santidade é muito mais que uma competição cujo prémio é um lugar no altar de uma qualquer Igreja. A santidade é o grande desafio da vida humana. É o querer ser sempre mais e melhor na luta diária que se trava contra as asperezas do caminho. Passa pela entrega aos outros, pela renúncia ao egoísmo e pela inevitável fé, até no extremo da dificuldade e da tristeza. Ser-se Santo, exige uma escolha definitiva mas sempre nova e renovadora: a escolha pelo amor. E este amor não é, ao contrário do que possa parecer a olhares desatentos, um ideal vago e poético...o amor é absolutamente concreto, comprometendo-nos à ação a cada instante. 
O mundo precisa de santos! Não de santinhos...Os santos agem, constroem e edificam. São gente de coragem que vão para o mundo de olhar levantado e anunciam com alegria o Cristo que lhes inspira os passos. Os santinhos falam muito e dedicam-se a encontrar argueiros nos olhos dos outros enquanto, paradoxalmente sofrem de uma cegueira doentia que os impede de verem a trave do próprio olho. Vivem num mundo só deles e falam de Cristo como se de um pesado fardo se tratasse... Talvez por existirem ainda muitos santinhos, seja difícil explicar a um adolescente de hoje, que a maior aventura de sempre é esta do amor. Oxalá as palavras do Papa João Paulo II, um dos maiores santos do nosso tempo, que pediu aos jovens para  não terem medo de serem santos, fizessem eco e se tornassem fecundas...oxalá que sim...E oxalá a coragem da Madre Teresa de Calcutá, que apesar de não ter sido ainda considerada santa, o foi com toda a certeza, oxalá essa coragem, nos entusiasme, se não a fazer o mesmo, pelo menos a tentar olhar o outro (qualquer outro) com o mesmo amor e ternura com que ela ousou olhar. 
A santidade nasce desta ousadia de olhar mais longe e de confiar na grandeza de um Deus que nos quer santos por ser esse o caminho. Não o fácil, não o largo, mas o único que dá sentido a cada passo. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tinha de partilhar...

«Acaso é esse o jejum que me agrada, no dia em que o homem se mortifica? Curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza? Podeis chamar a isto jejum e dia agradável ao SENHOR?» Is 58, 5


Nesta Quaresma, Senhor, que jejum me pedes?
É bom e justo fixar um “ponto de esforço”,
que me vá recordando, dia-a-dia, que o desprendimento e a mudança
são passos verdadeiros de conversão.
Mas estes pequenos gestos têm de ser sinais de uma decisão mais funda
de um querer mais decidido, de um desejo mais verdadeiro de perfeição.
Se assim não for, pelo possível e razoável,
mas acabo adiando a verdadeira questão:
mudar o meu coração!
É este o jejum que me pedes.
Só pode ser este: mudar, mudar mesmo, mudar até ao fundo.
Ainda que doa... mesmo que doa.
Mudar é cumprir aquele Teu desejo sobre mim
de ser tal como me pensaste:
homem inteiro, de coração aberto à verdade,
capaz de ser feliz, já e agora, apesar de toda a contingência do caminho.
Para que se cumpra o Teu desejo, tenho que me libertar
do que me prende ao que não dura,
e do que me amarra à ilusão.
É esta a mudança, é este o jejum.
Ajuda-me Senhor!


Oração da manhã da Rádio Renascença do dia 18 de Março de 2011 por: Rui Corrêa d'Oliveira

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O segredo

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança, o amor;
mas a maior de todas é o amor
."

Coríntios 1, 1-13

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Manual prático da Saúde Mental II

Não caias no erro de querer encontrar uma explicação que caiba na TUA lógica,  para tudo o que te acontece.

A lógica humana é demasiado imperfeita. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Manual prático da Saúde Mental I

Nunca digas com palavras o que não dizes com a vida.
Corres o risco de um dia, já não saberes bem, quem és exactamente.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Das alianças II

Foi em Fátima que as trocamos. Porque Fátima é o lugar da paz e do silêncio. Porque Fátima é lugar da expressão de uma fé que nos é comum. Porque Fátima é o lugar da alegria (a verdadeira) que nos impele a sermos sempre mais e melhores. Porque em Fátima, há um ano atrás, quando já estava a nascer qualquer coisa dentro de nós, ele entregou-me uma pulseira branca com a palavra "pureza". Vá-se lá saber os desígnios do Pai... Porque Fátima, é um lugar onde se manifesta um Amor maior do que qualquer outro. porque Fátima é o nosso lugar.
Sem grandes palavras: 
"Que a Mãe nos abençoe" - disse eu.
"E que fique sempre connosco" - disse ele.
E foi isto. Na simplicidade de quem entrega tudo nas mãos do Pai...e da Mãe. E numa prece silenciosa de quem pede que se cumpra a Sua vontade. 
É este o significado das alianças que trocamos. Que elas sejam não só sinal de compromisso um para com o outro, mas sobretudo sinal de compromisso para com Esse Amor maior.